Viagens

Este trilho sagrado esteve fechado durante 60 anos — e reabre finalmente em março

O percurso atravessa o Butão, entre planícies e florestas. As rotas vão mesmo começar a receber viajantes.
É uma viagem incrível

São 400 duros quilómetros de um percurso sagrado que cruza o Butão de fronteira a fronteira e que agora reabre ao público. Conhecido por Trans Bhutan Trail, passa por mais de 400 locais de relevo cultural e histórico para o país asiático, ele que era também percurso de peregrinação para monges budistas.

Depois de vários anos de restauro, o trilho reabre em março de 2022 para locais e viajantes internacionais. O percurso inédito esteve vedado na sua grande maioria nos últimos 60 anos. O caminho passa por nove distritos e até um parque nacional.

Quando no mundo das viagens se fala em “trilhar os percursos menos percorridos”, é precisamente esta a definição que se pretende dar. Historicamente vital para o país, o percurso serviu não só monges, mas também mensageiros e viajantes que cruzavam o território rumo aos reinos dos Himalaias.

Ajudou ainda a fundar o próprio país em 1907, mas caiu em desuso e degradou-se, sobretudo depois da construção das principais estradas na década de 60. Os trabalhos de restauro começaram em 2018 e levou a que fossem criadas 18 pontes e mais de dez mil degraus.

Existem, claro, visitas guiadas para fazer o percurso de mais de 400 quilómetros a pé ou de bicicleta. Estima-se que o percurso possa ser feito a pé no espaço de um mês. Mas existem experiências mais curtas, como caminhadas de meio dia ou de jornada inteira, bem como formatos mais alargados de uma semana. Alguns dos pacotes custam cerca de quatro mil euros.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT