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Etiópia, o país onde o ano tem 13 meses — e que acaba de festejar a entrada em 2014

Os etíopes celebraram esta sexta-feira a passagem para 2014 com sete anos de atraso para o resto do mundo. O fenómeno é fácil de explicar.
Está tudo trocado

Há dois tipos de pessoas que festejam o Ano Novo em setembro: os que acreditam que o réveillon é quando um homem quiser; e os etíopes. O fim de semana na Etiópia ficou marcado por festejos, com a população do país africano a comemorar a entrada em 2014.

É um fenómeno curioso, mas fácil de entender. Desde logo, o calendário etíope não tem 12 mas sim 13 meses. Porquê? Porque o cálculo feito a partir do nascimento de Jesus Cristo — o marco universal para a contabilidade feita na maioria dos países — não seguiu o ajuste feito pela Igreja no século VI.

Desta forma, enquanto os outros países ainda têm que esperar dois meses e meio pela chegada do final do ano, os etíopes celebram a passagem de ano. A diferença de ritmos fez com que o calendário etíope corra com um atraso de sensivelmente sete anos.

Outra curiosidade: cada um dos 13 meses do calendário tem precisamente 30 dias à exceção do último, chamado Puagme, tem cinco dias ou seis em anos bissextos. E uma nota final para os relógios, já que a contagem das horas do dia é feita em dois blocos de 12 horas que começam a ser contados às nossas 6 horas da madrugada, revela a “BBC”.

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