Viagens

Europa quer avançar com certificado verde de vacinação para viagens já no verão

Os planos foram confirmados esta sexta-feira por António Costa.
Para voltar a viajar.

A maioria dos lideres europeus parece estar de acordo: para impulsionar o turismo assim que for possível e, quem sabe, salvar mais um verão dos efeitos secundários e económicos da crise pandémica, será necessário criar um certificado verde de vacinação. Será essa a aposta da Comissão Europeia para a retoma o mais segura e breve possível às deslocações e viagens, que, para já, continuam com restrições.

O anúncio foi feito esta sexta-feira, 26 de fevereiro, pelo primeiro-ministro português, António Costa. Falando aos jornalistas após a Cimeira Europeia virtual, na condição de chefe de governo de Portugal que neste semestre preside ao Conselho Europeu, Costa disse que o certificado de vacinação poderá estar pronto até ao verão, sendo pelo menos esse o seu desejo; procurando permitir uma retoma “tranquila” do turismo.

Apesar de ter sido amplamente noticiado, nos últimos dias, que ainda há lideres europeus reticentes face a este método, por não haver certezas absolutas face à transmissibilidade dos vacinados, o primeiro-ministro português adiantou esperar que o passaporte de vacinação europeu, a que chama de “certificado verde”, esteja pronto e em vigor no verão, devendo ser “universal a toda a comunidade europeia”. Para Costa, há “o desejo” de que o certificado esteja ativo e a funcionar na época estival, o que facilitaria a liberdade de circulação e a retoma do turismo. 

O primeiro-ministro recusou a expressão passaporte sanitário. O que está a ser pensado, explicou, é antes um documento que agilize e dispense a necessidade de quarentena e este documento pode resultar da imunização, de ter imunidade por ter estar contagiado ou até por testes. O governante disse ainda que é por isso, e antes de tudo, essencial que a comunidade cientifica entre em consenso sobre a imunidade e transmissibilidade conseguida, tanto pelas vacinas como pelo facto de já ter estado infectado com o SARS-COV2.

“O ideal é que este seja um certificado comum a toda a União Europeia e que seja objeto de reconhecimento mútuo como o que tivemos em relação aos testes rápidos [nas viagens]”, frisou. Isso garantiria  que os visitantes pudessem entrar em Portugal sem quarentena e quem saísse de Portugal também se deslocasse a outros países da UE sem necessidade de quarentena. 

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