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Fucking: os moradores desta vila austríaca estão fartos de tanta chacota

Vários séculos depois da fundação, os moradores conseguiram finalmente mudar o nome da terra. Vai chamar-se Fugging.
Era assim.

Ano novo, vida nova. Todos nós, mais do que nunca, esperamos isso para 2021. Mas para os moradores de uma pequena vila austríaca o lema é já certo — pelo menos para algo que os atormenta há, literalmente, séculos: o nome da terra, cujo gozo e chacota sempre existiu mas se tornou, com as redes sociais, insuportável.

Fugging será o novo nome desta pequena vila austríaca. Se não lhe parece uma escolha muito feliz imagine o anterior, que será agora substituído: Fucking era o nome existente provavelmente desde o século 11, por motivos iniciais que muito pouco terão a ver com o atual significado do termo.

De acordo com o “The Guardian“, a ata de uma reunião do conselho municipal publicada na quinta-feira, dia 26, determinou o que há muito se esperava: a vila de cerca de 100 pessoas, a 350 quilómetros de Viena, será chamada de Fugging a partir de 1 de janeiro de 2021.

Nos últimos anos, um número cada vez maior de turistas tinha feito questão de parar para tirar selfies na placa de sinalização na entrada da vila, às vezes fazendo poses lascivas para as redes sociais, conta o jornal britânico. Há também relatos de alguns roubos das placas de sinalização, levando as autoridades locais a terem de usar cimento à prova de roubo.

Finalmente, a maioria dos moradores decidiu que estava na altura de acabar com este circo. “Eu realmente não quero dizer mais nada — já tivemos bastante frenesim nos media sobre isso no passado”, disse a um meio local Andrea Holzner, a autarca de Tarsdorf, município que engloba a Fugging.

As notícias a que se refere têm a ver com o facto de a vila ter sido pano de fundo para um livro do romancista austríaco Kurt Palm há cerca de um ano. O livro foi depois transformado num filme chamado “Bad Fucking” e toda a publicidade extra terá sido o ponto final para os residentes locais.

Quanto à origem do nome, os dados locais apontam para que tenha estado relacionado com um nobre bávaro do século VI chamado Focko, que pode ter sido um dos seus fundadores.

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