Viagens

Ganhou um milhão de seguidores a viajar. Agora envia-lhes cartas sobre os destinos

Em três anos, Sónia criou um projeto totalmente digital. Agora, está a transportá-lo para o analógico, com postais e fotografias exclusivas.

Depois de três anos a partilhar viagens nas redes sociais, Sónia Mota decidiu transportá-las para o analógico. A criadora do projeto Simply Slow Traveler, que reúne mais de 1,1 milhão de seguidores no Instagram, lançou este ano um novo mail club para levar as suas aventuras até casa dos subscritores. 

A primeira edição do Simply Slow: Mail, dedicada à Riviera Francesa, foi lançada em janeiro. Atualmente, já reúne cerca de dois mil subscritores, provenientes de todos os continentes do mundo. 

O interesse pelas viagens já vem desde pequena. Ao longo dos anos, Sónia foi aproveitando a oportunidade de conhecer novas culturas e regiões. Nos últimos dois anos, esteve a viver na Riviera Francesa, o que também ajudou a crescer o projeto inicial. Em fevereiro deste ano, porém, regressou a Lisboa. 

“Nós promovemos destinos, vendemos guias de viagens e trabalhamos nesta indústria, principalmente dentro do conceito de slow traveling”, começa por contar à NiT Sónia, de 34 anos e natural da ilha de São Miguel, nos Açores. 

Há cerca de três anos, teve o primeiro vídeo viral, precisamente relacionado com a Riviera Francesa. Desde então, a página não parou de crescer. Em todas as publicações, dá a conhecer um novo destino, experiências ou hotéis, sempre ligados ao luxo e ao conceito de slow traveling. 

No geral, já teve a oportunidade de conhecer quatro continentes e mais de 20 países. Agora, porém, está essencialmente focada no Mediterrâneo. França e Itália, por exemplo, estão entre os países que visita com mais frequência.

O novo projeto de mail club surgiu de forma orgânica, com um objetivo claro. “Todo o meu negócio é à volta do digital, mas também tenho um grande interesse no papel e no físico”, aponta. “Portanto, surgiu como uma forma de existir uma conexão maior com um determinado grupo de pessoas que têm interesse em viajar através de cartas, que acaba por ser uma arte que está a perder-se, como muita gente diz.”

A preparação.

Na prática, todos os meses, Sónia envia um envelope para os subscritores com um “desdobrável que se abre em três partes”. No interior, há três postais com fotografias tiradas pela fundadora durante as viagens, uma carta com o nome do membro escrito à mão e ilustrações, feitas pela ilustradora portuguesa Maria Pereira. 

“Há também o que eu chamo de keepsake, ou seja, em todas as edições há uma surpresa que varia. Já enviei, por exemplo, um marcador e um papel florentino que fiz em Florença. Todos os meses são diferentes”, explica. 

Cada edição, por norma, foca-se num destino em particular. No entanto, em julho, Sónia optou por fazer algo diferente, com enfoque na filosofia italiana “Dolce far niente” (a doçura de não fazer nada, em tradução livre).

 
 
 
 
 
View this post on Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A post shared by Simply Slow: Mail (@simplyslowmail)

As cartas são sempre escritas em inglês, precisamente por ter uma comunidade essencialmente estrangeira. A comunidade é, sobretudo, composta por norte-americanos, australianos e ingleses. Porém, nos últimos meses, tem percebido que o conceito tem crescido em Portugal, o que tem sido uma “surpresa.”

“O nosso público não é português na sua maioria, mas devido às redes sociais e à partilha de outros criadores de conteúdos nas redes sociais, o Simply Slow Mail tem vindo a crescer também no nosso País”, aponta.

Todos os meses, a carta enviada para os subscritores é a mesma. “A diferença em relação ao tipo de comunicação que eu faço no Simply Slow Traveler é que a carta é realmente exclusiva para um amigo”, frisa. “É bastante importante esta questão do ser mais pessoal para existir esta conexão maior com os membros.”

Antes de criar o Simply Slow Traveler, a fundadora já trabalhava com redes sociais, na área de marketing e publicidade com diferentes clientes. “Apesar de não produzir ativamente, tenho ainda uma marca de roupa, que se chama Francis Stories, que é toda ela produzida em Portugal com materiais naturais.”

A subscrição ao Simply Slow Mail pode ser feita online, por um valor mensal de 15€. 

Carregue na galeria para ver algumas fotografias do Simply Slow Mail e das viagens de Sónia.

ARTIGOS RECOMENDADOS