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Governo francês quer prolongar estado de emergência até fevereiro

O executivo vai submeter ao parlamento um documento onde propõe esta extensão, bem como restrições de circulação até abril.

A situação pandémica na Europa parece estar longe de resolvida e, nos países mais afetados, as medidas para tentar conter o novo coronavírus continuam a apertar. O governo francês está a estudar o prolongamento do estado de emergência no país até 16 de fevereiro de 2021, com algumas restrições a poderem prolongar-se até abril, foi anunciado esta quarta-feira, 21 de outubro. 

Numa conferência de imprensa, o porta-voz do governo francês, Gabriel Attal, explicou que o conselho de ministros decidiu submeter ao parlamento um documento para prolongar o estado de emergência até 16 de fevereiro do próximo ano, altura em que poderão tomar-se novas medidas.

Segundo a Agência Lusa, a assembleia nacional francesa vai reunir-se no sábado e no domingo para analisar o projeto de lei, que seguirá, depois, para o senado. O novo estado de emergência entrou em vigor em França no passado sábado, por um período de pelo menos um mês, devido à subida recente de infeções no país.

“Tal como desde o início da pandemia, tomaremos decisões adaptando-nos à evolução da doença”, referiu Attal, adiantando que o texto inclui a ideia de que as restrições à circulação e à reunião, bem como o encerramento antecipado do comércio, poderão prolongar-se até abril do mesmo ano.

O porta-voz do governo francês admitiu que vários departamentos do país poderão entrar em alerta máximo nos próximos dias, que se juntarão ao recolher obrigatório já imposto na região de Paris e nas cidades de Lyon, Lille, Grenoble, Rouen, Montpellier, Saint-Étienne, Toulouse e Marselha. Entre as novas cidades que podem ter recolher obrigatório estão Estrasburgo, Clemond-Ferrand e Nimes, onde a taxa de incidência da Covid-19 atingiu os 322 casos por cada 100 mil habitantes.

Na terça-feira, 20 de outubro, França registou 185 mortes e 20.468 novas infeções por Covid-19, elevando o número acumulado de casos desde o início da epidemia para 930.745 e o número de mortes para 33.885 pessoas.

 

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