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Halloween nos EUA não foi cancelado, mas também “não é aconselhado”

As festas da época, o pedir doçuras ou travessuras, terão de ficar para outro ano, avisa o CDC. Encontros, só em família.
Infelizmente, não é boa ideia.

Em Portugal, a tradição importada do Halloween tem ganho força nos últimos anos, com tudo o que a ela é associado: máscaras, festas, abóboras e até já miúdos a andar de porta em porta, a pedir doçuras ou travessuras. Mas nos EUA, onde a festa do Dia das Bruxas primeiro cresceu, há todo um fenómeno que nos transcende um pouco: desfiles, eventos, festas, todo o comércio e parques de diversões vocacionados para o tema, paradas, uma das alturas do ano favoritas, para muitos miúdos.

Em 2020, com a pandemia do coronavírus a arrasar o continente americano, as autoridades de saúde ainda não proibiram propriamente o Halloween — ou as festas e rituais de porta em porta a ele associados — mas já deixam o aviso: são claramente desaconselhados. E Los Angeles, na Califórnia até já ponderou a proibição total.

Numa altura em que os EUA atingem um marco histórico na pandemia — 200 mil mortes por Covid-19, anunciadas esta terça-feira, 22 de setembro —, as festas normalmente épicas do Dia das Bruxas começam a ser uma preocupação para as autoridades.

Segundo a “People“, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) está já a definir diretrizes para as comemorações dos feriados do outono no meio da Covid-19. Os conselhos, partilhados no site do CDC na terça-feira, incluem uma lista de atividades de baixo, moderado e alto risco enquanto as pessoas se preparam para comemorar o Halloween no próximo mês.

Famílias com crianças que costumam ir de porta em porta para fazer doces ou travessuras, jovens que podem estar acostumados a participar em grandes festas de fantasia e pessoas que costumam ir a bares lotados podem ter que repensar como passar o Halloween neste ano, já que todas essas atividades são classificadas como de alto risco pelo CDC.

Em vez disso, o CDC incentiva as pessoas a participar em atividades de baixo risco, incluindo tradições outonais como esculpir abóboras e assistir a filmes de terror com membros da sua própria casa, ou até virtualmente.

Uma festa ao ar livre com convidados usando máscaras e ficando a dois metros de distância representa um risco moderado, dizem as diretrizes, assim como uma “floresta mal-assombrada” ao ar livre, em vez de uma casa mal-assombrada interna.

No entanto, o CDC observa que, se qualquer atividade incluir gritos, uma distância de mais de dois metros é recomendada para evitar a propagação do Covid-19. Para quem gosta de visitar plantações de abóboras ou pomares, a entidade recomenda o uso de desinfetante para as mãos antes de tocar em abóboras ou colher maçãs e sempre usar máscaras e manter a distância social.

As diretrizes surgem alguns dias depois de as autoridades de saúde do condado de Los Angeles, na Califórnia, terem retirado uma proibição que chegaram a aprovar, da prática do pedir doces ou travessuras neste Halloween. A proibição foi retirada mas a atividade não é, frisam, recomendada.

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