“Uma tragédia em Portugal”, foi assim que muitos meios internacionais se referiram ao acidente que matou 15 pessoas na Baixa lisboeta esta quarta-feira, 3 de setembro, na sequência do descarrilamento do Elevador da Glória.
A grande maioria das notícias focou-se, naturalmente, no no elevado número de mortos e na história do ascensor que é um dos símbolos turísticos da capital portuguesa. Naturalmente, especula-se sobre a possível nacionalidade das vítimas, sendo que se presume que a maioria sejam turistas estrangeiros em visita à cidade.
“As autoridades ainda não informaram se há cidadãos britânicos ou irlandeses entre as vítimas mortais. Mas fontes do INEM, prestador de serviços médicos de emergência, afirmaram que entre os mortos estavam cidadãos não portugueses”, escreveu o “The Mirror.”
A BBC chegou a abrir uma aba ao minuto para acompanhar de perto as atualizações. O “The Times of India”, por sua vez, referiu-se ao acidente como “uma tragédia em Portugal.” Já o “The New York Times”, acrescentou que o elevador transporta “mais de 3,5 milhões de passageiros por ano”. O canal de notícias “France 24” não deixou de referir que o ocorrido aconteceu “num dos bairros mais turísticos de Lisboa.”
No Brasil, o “Folha de São Paulo” também referiu o dia de luto nacional decretado pelo governo português e as declarações dadas por Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa. O jornal brasileiro também contactou João Ferreira, vereador do Partido Comunista Português (PCP), que frisou que o acidente “é inédito nessas proporções” e que a Carris tem conversado com as autoridades, tendo demonstrado “preocupação com a manutenção dos equipamentos, que são bastante antigos”.
O espanhol “El País” recordou a história do Elevador da Glória, recordando as “grandes filas” que se formam para poder fazer a viagem. O italiano “Corriere della Sera” e o francês “Le Monde” focaram-se sobretudo no trabalho autoridades, sobretudo dos bombeiros para retirar os passageiros do aparelho.
O acidente terá ocorrido pouco antes das 18 horas. Foram já confirmados 15 mortos e cerca de 20 feridos, entre cinco graves e 13 ligeiros, incluindo uma criança.
As autoridades confirmam ainda que já não há pessoas no local do acidente. Sabe-se que o Hospital de São José recebeu sete feridos, dos quais cinco em estado grave que foram encaminhados para a urgência geral. Outros, incluindo uma criança, foram encaminhados para o Hospital Santa Maria e para São Francisco Xavier.
Entretanto, o presidente da Carris já reagiu à tragédia e garantiu que o protocolo foi “escrupulosamente cumprido”. Por sua vez, o presidente da autarquia, Carlos Moedas, mostrou-se devastado pelo sucedido e afirmou que “Lisboa está de luto”.








