Viagens

“Let’s go Faro”: britânicos estão desejosos de voltar ao Algarve

Com o levantamento das restrições, no Reino Unido já há muita gente a fazer planos para voltar ao Algarve.
Os britânicos vêm aí.

O Governo português tinha prolongado medidas restritivas do tráfego aéreo entre Reino Unido e Portugal até às 23h59 do dia 15 de abril. Esta sexta-feira, 16 de abril, as viagens aéreas voltam assim a ser possíveis sem necessidade de quarentena.

O Algarve, bem o sabemos, é um dos destinos preferidos dos britânicos. Não é por isso acaso que o “The Sun” já na quinta-feira, 15 de abril, avisasse os seus leitores do possível regresso de Portugal às opções de destinos de verão. O título do artigo apontava já a mira: “Let’s go Faro”.

Na prática, as viagens por lazer ainda se encontram com restrições mas o mesmo jornal salienta que, a 17 de maio, tendo em conta o contexto atual, as autoridades britânicas já deverão permitir a retoma de ligações aéreas que, antes da pandemia, traziam todos os anos turistas britânicos ao Algarve. E a data ainda é bem a tempo do verão.

Depois do aumento considerável de casos verificado em Portugal em janeiro, as ligações aéreas estiveram suspensas. Só a 19 de março é que o Reino Unido retirou Portugal da lista vermelha de viagens, deixando o País de ser considerado dos mais perigosos a nível de contágios de Covid-19 para os britânicos.

Consultando o site da Ryanair, low cost que é uma das escolhas mais comuns, surgem já alguns voos a partir de 20€, do Reino Unido para Portugal, agendados para finais de maio e início de junho.

Quando Boris Johnson fez saber que em maio o Reino Unido iria revelar que destinos de verão estariam disponíveis para os britânicos, Johan Lundgren, o CEO da EasyJet, já colocava Portugal entre uma lista de países (como Espanha, Itália, França ou Croácia) que acreditava que estariam acessíveis este verão — e que integram as rotas mais importantes da companhia aérea.

Em despacho já publicado em Diário da República, reforça-se que todos os passageiros devem apresentar um teste negativo à Covid-19 à chegada a Portugal, feito nas 72 horas anteriores. Para os britânicos o que muda é a necessidade de isolamento profilático durante 14 dias, algo que o próprio António Costa admitira à saída do Conselho de Ministros, onde explicou como funcionará a próxima fase de desconfinamento.

O despacho reforça, por outro lado, que “os passageiros dos voos originários da África do Sul, Brasil”, ou de países com uma taxa de incidência igual ou superior a 500 casos por 100 000 habitantes nos últimos 14 dias”, devem cumprir o tal período de isolamento profilático de 14 dias, além de terem de apresentar o teste negativo.

É importante lembrar que a evolução da pandemia poderá sempre levar a que as restrições sejam mais ou menos apertadas, dependendo de como se encontre cada país. Além de África do Sul e Brasil, há neste momento 11 países para os quais se mantém a regra de 14 dias de isolamento à chegada a Portugal: Bulgária, República Checa, Chipre, Croácia, Eslovénia, Estónia, França, Hungria, Países Baixos, Polónia e Suécia. Por enquanto mantém-se também fechadas as fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha.

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