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Como o dinheiro da fada do dente de um menino está a salvar os sem-abrigo de Londres

A cidade está a instalar modernas cápsulas na rua para albergar quem não tem teto. E tudo partiu da ideia de uma criança.
As casas e o menino que começaram tudo, numa zona no leste de Londres.

É uma nova ideia e pode tornar-se pioneira, levando outras cidades mundiais a segui-la. Num novo esquema para fornecer casas sustentáveis ​​e económicas para a população sem-abrigo de Londres, várias entidades uniram-se para criar cápsulas modernas, que deverão ser espalhadas pela cidade, num total de 200 nos próximos cinco anos.

Segundo a “Time Out London“, o Exército de Salvação, a Citizens UK e a imobiliária Hill Group uniram-se para construir até 200 casas estilo pod em pequenos espaços de terra ou jardim, um pouco em toda a cidade nos próximos anos. Cada unidade individual será totalmente equipada com cozinha e casa de banho e quase totalmente eficiente em termos de energia, com custos operacionais estimados em cinco libras, ou cerca de seis euros, por mês. Os 200 pods aparentemente custarão menos de 54 mil euros para serem construídos.

Os casulos.

A história é ainda mais incrível se recuarmos à sua génese: segundo a revista, e vários meios locais, a ideia partiu de um menino agora com 11 anos, com o uso solidário que decidiu dar ao dinheiro que conseguira pela “fada dos dentes”, quando lhe caiu o primeiro dente de leite.

Isto porque o projeto de Londres segue a ideia de outra ideia inicial, na localidade de Ilford, leste da capital inglesa, de onde é oriundo Malachi Justin, o rapaz de agora 11 anos, que deu seu dinheiro a fada dos dentes para instituições de caridade e iniciou uma campanha de recolha de fundos gigante.

Segundo explica o “Standard” num artigo de 2020, o jovem ainda não tinha seis anos quando decidiu dar o dinheiro que encontrou debaixo da almofada para a filial local do Exército de Salvação, em Ilford. Junto com o donativo, os seus pais enviaram uma carta a pedir que a soma de cerca de seis euros fosse usada para dar uma casa “a quem não tinha”.

A instituição pegou na oportunidade e na inspiração para criar uma campanha massiva de angariação de fundos, tendo reunido centenas de milhares de euros, que foram usados para criar uma enorme casa, com pequenos casulos integrados, para abrigar os sem-abrigo. Esta casa, chamada Palácio Malachi como o nome do menino, abriu em 2020 — e terá inspirado os casulos que vão agora ser erguidos em Londres.

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