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Morreu o “elefante mais triste do mundo”

Chamava-se Mali e viveu toda a vida sozinho em cativeiro. Tinha 43 anos.
Viveu mais de 40 anos sozinho.

Foram 43 longos anos aqueles que Mali viveu. E apesar de ser diariamente visitado por centenas de pessoas, passou toda uma vida sozinho em cativeiro. Um percurso que lhe valeu a alcunha de “elefante mais triste do mundo”.

Morreu na terça-feira, 28 de novembro, no jardim zoológico de Manila, nas Filipinas, onde passou quase toda a sua vida. Mali era o único elefante em cativeiro nas Filipinas e a sua condição preocupava há muito tempo os ativistas pelos direitos dos animais. Paul McCartney chegou mesmo a pedir às autoridades para que o animal fosse transferido para um santuário de elefantes.

Mali começou a revelar sinais de dor e na terça-feira, o elefante estava já estava prostrado e com dificuldades respiratórias. Apesar dos esforços veterinários, o animal não resistiu. Uma autópsia revelou que sofria de cancro avançado e tinha um bloqueio na aorta.

O elefante foi um presente do governo do Sri Lanka à ex-primeira-dama das Filipinas, Imelda Marcos, em 1981. O animal tinha apenas 11 meses de idade. Após a morte de outro elefante em 1990, Mali permaneceu como o único representante da espécie no zoológico de Manila.

Ativistas dos direitos dos animais criticaram repetidamente as condições precárias do zoológico e a falta de cuidados médicos adequados. Por outro lado, as autoridades defendiam que a manutenção de Mali em cativeiro era a melhor opção e que um animal que nunca tinha estado na natureza não poderia voltar à vida selvagem.

Nas redes sociais, várias gerações de filipinos rcordaram as visitas escolares a Mali. Ainda assim, a autarca de Manila já anunciou que irá pedir ao governo do Sri Lanka que doe outro elefante para a capital filipina. Uma decisão que poderá reacender novo debate.

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