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Não há dúvida: Porto Santo é uma pérola do Atlântico e continua a surpreender

Uma repórter da NiT esteve na ilha dourada e descobriu recantos incríveis que vão para além das praias de areia branca.
Porto Santo, Madeira.

Belas paisagens naturais, praias paradisíacas e o clima ameno durante todo o ano. São apenas alguns dos motivos que fazem da Madeira uma excelente opção para passar umas férias relaxantes e inesquecíveis no meio do oceano Atlântico. E foi precisamente isso que uma repórter da NiT fez. Partiu à descoberta da Madeira e do Porto Santo e ficou com uma certeza: o arquipélago é um dos destinos mais seguros do mundo e continua a surpreender a cada visita.

Um dos planos do roteiro incluiu uma visita a Porto Santo, a famosa ilha dourada e uma das pérolas do arquipélago. A aventura começou a bordo do navio Lobo Marinho, que faz a ligação entre o Funchal e Porto Santo. A viagem dura cerca de 2h15 e os passageiros devem chegar ao cais de embarque com, pelo menos, 30 minutos de antecedência.

O navio tem uma receção, sala de jogos, cinema, uma sala de estar com televisão, mesas e sofás, uma zona com diversões para os miúdos, quatro bares, um restaurante, loja e uma tabacaria. Ao todo a distância percorrida é de cerca de 60 quilómetros. O Lobo Marinho pode levar até 150 veículos e mais de mil passageiros por travessia. Cada viagem custa 37,24€.

Apesar de ter várias áreas de lazer, se costuma enjoar em transportes, aconselhamos que tome um comprimido antes de embarcar. Foi o que fizemos e resultou. Em dias de maior vento e agitação marítima, o navio oscila bastante e pode causar indisposições e tonturas.

Ao chegar a Porto Santo existem duas formas principais para conhecer a ilha: alugar um carro ou dar um passeio de jipe com um guia. A NiT escolheu esta última opção, o percurso foi guiado por Miguel Silva, técnico de turismo da Dunas — Viagens e Turismo.

Nove quilómetros de praias de águas transparentes, areias vulcânicas com propriedades terapêuticas comprovadas, ilhéus e miradouros com vistas imperdíveis. Assim se pode resumir a experiência na ilha, que começou com uma paragem no miradouro do Pico do Castelo.

Deste ponto é possível ver a baía de Porto Santo, os ilhéus da Cal e de Cima. Ali também se encontra uma estátua em homenagem a António Schiappa de Azevedo, impulsionador da reflorestação da ilha. O nome Pico do Castelo vem do facto de nesse local existir um forte para onde fugia a população da ilha, quando era atacada por piratas franceses e argelinos. A sua posição central permitia organizar a defesa com maior facilidade e transformou o local num autêntico castelo.

Outra das paragens do percurso foi a Fonte da Areia, um mini-deserto que faz lembrar um recanto do Saara. Trata-se de um deserto arenoso cheio de fósseis de corais que, em tempos remotos, estavam sob a água do oceano.

O Pico Ana Ferreira é o ponto mais alto da parte ocidental da ilha do Porto Santo, — está a 283 metros de altitude. No entanto, este não é o principal motivo de destaque do local. Segundo Miguel Silva, “aqui desenvolveram-se um conjunto de colunas prismáticas, provocadas pelas atividades vulcânicas há milhares de anos, que parecem ter sido esculpidas com todo o cuidado”. Os porto-santenses comparam o Pico Ana Ferreira com um piano. Para nós poderia ser um cenário retirado de uma das cenas de “A Guerra dos Tronos”.

De seguida fomos até ao Miradouro das Flores. Aqui sugerimos que tire a máquina fotográfica da mochila porque a beleza deste recanto vale o registo. Miguel Silva explicou à NiT que, “apesar do nome, não tem flores a crescer na encosta. Recebeu esta designação porque as mulheres dos pescadores deixavam flores neste local e rezavam para que os maridos voltassem são e salvos do mar”.

O Miradouro do Moinho das Lombas também fez parte do trajeto de jipe. Localizado no sítio do Campo de Cima, próximo de um dos poucos moinhos de vento ainda existentes na ilha do Porto Santo, oferece vistas panorâmicas sobre o areal dourado e o oceano Atlântico.

O passeio terminou numa das praias de Porto Santo. Tal como todas as zonas balneares do continente são ótimas para apanhar sol e dar mergulhos. Porém, estas têm uma vertente terapêutica: uma areia carbonatada biogénica, com propriedades físicas, químicas e térmicas.

É uma areia plana, muito fina e de fácil aderência à pele. Além disso, é rica em minerais como magnésio, cálcio, fósforo, enxofre e estrôncio, um anti-inflamatório natural. Devido à sua composição, a areia consegue manter temperaturas altas por bastante tempo. É por isso que muitos turistas vão até Porto Santo fazer banhos de areia. Ou seja, escavam covas no areal e ficam enterrados durante algum tempo para que uma maior superfície de pele fique em contacto com a areia (e receba os seus benefícios).

O regresso ao Funchal fez-se novamente a bordo do Lobo Marinho. Neste caso, a travessia foi bem mais calma que a viagem de ida e até deu para assistir a um pôr-de-sol a meio do caminho.

Se quiser fazer uma tour por Porto Santo com a Dunas — Viagens e Turismo, saiba que o passeio de jipe custa 25€ por pessoa e dura cerca de 3h30, sendo possível realizá-lo no período da manhã ou da tarde. As marcações podem ser feitas através das redes sociais da empresa, site, para o email dunastravel@nullmail.telepac.pt, para o número de telefone 291 983 088 ou nas receções dos hotéis. Além deste passeio também disponibilizam outras opções de excursões que pode consultar no site.

De seguida, carregue na galeria para descobrir alguns dos recantos mais bonitos da ilha de Porto Santo.

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