Fora de casa
ROCKWATTLET'S ROCK

Viagens

No “comboio do céu” os passageiros andam com máscaras de oxigénio (e há um médico a bordo)

A linha férrea mais alta do mundo liga a província chinesa de Qinghai e o Tibete. É comum as pessoas sentirem-se mal durante a viagem.

É uma das viagens de comboio mais bonitas do mundo, mas também das mais difíceis. Há máscaras de oxigénio sob os assentos e um médico a bordo, já que, por normal, vários passageiros sentem-se mal. Naquele que é o comboio mais alto do mundo, não há outra forma de combater os efeitos da altitude do que receber ar extra.

Também conhecido como “comboio do céu”, esta linha ferroviária ultrapassa os cinco mil metros de altitude. Trata-se de um projeto de alta velocidade que liga a cidade de Xining, na província chinesa de Qinghai, e Lhasa, no Tibete, atravessando todo o Planalto Tibetano, uma das regiões habitadas mais altas do planeta.

Durante o percurso, atinge-se o ponto mais alto no Passo Tanggula, que fica a cerca de 5072 metros acima do nível do mar, segundo a “CNN”. Nesta fase, existe aproximadamente 40 por cento menos de oxigénio, o que leva muitos passageiros a sentir dores de cabeça, tonturas ou dificuldade para respirar.

Para reduzir estes efeitos, cada carruagem foi criada com sistema de oxigénio pressurizado. Além de aumentar a concentração de oxigénio no interior, cada assento tem uma saída individual, para que os passageiros possam usar quando começarem a sentir alguns desses efeitos.

 
 
 
 
 
Ver esta publicação no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação partilhada por China Travel Time (@chinatraveltime)

Das janelas do comboio, que contam com uma camada de vidro especial, desenvolvida para aguentar os altos níveis de raios ultravioleta da região, pode obversar-se poucas intervenções humanas. A paisagem é sobretudo composta pelo relvado amarelado da savana.

Este percurso é feito a uma velocidade de 160 quilómetros por hora, relativamente mais lenta do que a média de 350 quilómetros por hora possíveis em muitas outras linhas chinesas. Se for necessário, há um médico e uma enfermeira a bordo que poderão fornecer tratamento de emergência.

Segundo a estação norte-americana, foram gastos mais de cinco mil milhões de euros na ferrovia Qinghai–Tibete, inaugurada oficialmente em 2006. Tem cerca de 1956 quilómetros de extensão e, atualmente, é um dos projetos ferroviários mais complexos já construídos em grande altitude.

Cerca de 90 por cento do percurso, que demorou seis anos a construir, fica a mais de três mil metros acima do nível do mar. Atravessa-se desertos e áreas de permafrost [sedimento que permanece completamente congelado], bem como territórios onde vivem pequenas comunidades nómadas.

A linha possui 47 túneis e 121 pontes, nas quais se inclui a ponte ferroviária de Zangmu, com 525 metros de comprimento, conhecida por ser a maior ponte em arco deste género no mundo.

 
 
 
 
 
Ver esta publicação no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação partilhada por marina guaragna (@marinaguaragna)

ARTIGOS RECOMENDADOS