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Prémios Nobel sugerem confinamento em dezembro para salvar o Natal

Casal que venceu o Nobel da Economia propõe contenção em França no Advento, conseguindo mais normalidade depois.
Já se pensa no Natal.

Dois economistas vencedores do Prémio Nobel sugeriram, este fim de semana, que a França considerasse um confinamento durante o Advento para que as celebrações do Natal em família pudessem depois acontecer com um risco mais reduzido de transmissão do novo coronavírus.

Essa opção “clara, uniforme e transparente” reduziria os perigos de infecção para as pessoas mais vulneráveis, incluindo os idosos, escreveram Esther Duflo e Abhijit Banerjee num artigo de opinião para o jornal “Le Monde”. Segundo a “France24” o casal, que ganhou o Nobel conjuntamente em 2019 pelo seu trabalho na redução da pobreza, sugere “um bloqueio nacional” durante o período do Advento, de 1 a 20 de dezembro.

Os especialistas económicos garantem que o seu calendário teria um impacto relativo nas escolas e seria menos prejudicial economicamente do que “cancelar o Natal” completamente; ou até do que um bloqueio mais duro a acontecer mais tarde, se as festividades depois desencadearem uma onda de infecções. Se o plano fosse levado adiante, “as pessoas poderiam ser incentivadas a fazer suas compras de Natal em novembro”, disseram.

No entanto, o governo francês já recusou a sugestão. Não haverá bloqueio preventivo em todo o país na França antes do Natal, disse o ministro da Saúde, Olivier Véran, ao final do dia de domingo, citado pelo “BrusselsTimes“. O governante descartou o cenário explicando que “não queremos paralisar a vida económica, social, cultural, desportiva e familiar do povo francês”. E adiantou: “É por isso que estamos a tomar decisões que se adaptam à seriedade do momento” e são “territorializadas”, argumentou, referindo-se aos vários estados de alerta consoante as regiões, que o país voltou a adaptar esta semana.

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