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Nova Iorque está de volta e prepara-se para receber turistas com novidades incríveis

Há mudanças à vista neste regresso da cidade que nunca dorme. A economia precisa e a cidade acredita que vêm aí melhores tempos.
Já faltou mais.

Se Frank Sinatra ainda estivesse entre nós, voltaria provavelmente a cantar, com a sua voz inconfundível: “start spreading the news…” As notícias estão a chegar, são boas, ou pelo menos suportadas por muita esperança num regresso progressivo a alguma normalidade, e dizem respeito a uma das cidades mais incríveis do mundo: Nova Iorque.

A cidade que nunca dorme está a preparar um regresso: ao turismo, aos visitantes, à economia, no fundo à vida, que chegou a estar suspensa. Nova Iorque foi, sobretudo no início da pandemia em 2020, mas pontualmente algumas vezes depois, o epicentro do epicentro: quando a Covid-19 chegou aos Estados Unidos da América e devastou o país com milhões de casos e milhares de mortes — chegaram a ocorrer mais de três mil mortes num dia no país — a cidade foi praticamente sempre das mais afetadas.

E num local conhecido pela vida 24 horas por dia, pela circulação massiva de pessoas e turistas, pela animação, espetáculos, restaurantes, por várias vezes não houve outra solução a não ser simplesmente parar tudo, ou quase tudo.

Agora, a pandemia parece mais controlada nos EUA, face a uma campanha de vacinação massiva e sem precedentes. Cerca de 40 por cento dos americanos já receberam pelo menos uma injeção e cerca de 25 por cento estão totalmente vacinados. Os casos, hospitalizações e mortes por Covid-19 estão a descer, ainda que a níveis que inspiram a continuação de cuidados.

E Nova Iorque quer reabrir. De acordo com a “Lonely Planet“, depois de mais de um ano a sofrer os efeitos da pandemia, a cidade e as suas autoridades preparam já a retoma do turismo. E o melhor é que trazem novidades, pensadas para tornar uma passagem por Manhattan ainda mais tentadora.

Estão a ser pensados novos espaços para refeições ao ar livre, novos hotéis e serviços de transporte renovados. Há mesmo um projeto, da New York City & Company, um dos órgãos de marketing do destino, que inclui um investimento de mais de 25 milhões de euros.

“O turismo é responsável por centenas de milhares de empregos nesta cidade; e construir uma recuperação para todos significa receber os turistas de volta ao maior destino de viagens do mundo”, disse o autarca da cidade, Bill de Blasio, num comunicado esta semana.

A iniciativa tem mesmo um nome: ‘NYC Reawakens’, ou ‘Nova Iorque volta a acordar’ e pretende mostrar aos viajantes de todo o mundo que a cidade não está apenas pronta para receber turistas: está, segundo o autarca, “mais justa, melhor e mais vibrante do que nunca.”

O plano está ainda a ser elaborado, adianta a revista de viagens, e tem várias camadas, empresariais, de sustentabilidade, de segurança, etc. Mas sabem-se já algumas novidades, como a intenção de mudar todo o conceito de restauração: pegar nos milhares de restaurantes de Manhattan e o não manter apenas as refeições ao ar livre, essenciais numa fase de ainda pandemia, mas expandir e criar toda uma cena de cafés ao ar livre completos, como os encontrados nas ruas de Paris.

Há também mais hotéis prontos a abrir e mudanças feitas no sistema de transportes, desde os terminais de aviação — o de LaGuardia e o de Newark foram renovados — como, por exemplo, criando mais rotas nos ferry boars. O objetivo de toda a campanha parece ser pegar nos ensinamentos da pandemia e confinamento e criar um destino ainda mais visitável, não sendo apenas certa a data de reabertura — deverá ser progressiva e dependente da evolução da pandemia.

Certo é que a NYC & Company prevê que 36,4 milhões de turistas passem pela cidade de Nova Iorque ainda neste ano de 2021; menos do que num ano de pandemia, mas já quase metade do seu recorde máximo, de 66,6 milhões de visitantes em 2019.

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