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Nova Iorque está (literalmente) a afundar. E os culpados são os arranha-céus

O solo abate entre um a dois milímetros por ano, devido ao peso dos edifícios descomunais e à subida do nível do mar.
O futuro é cada vez mais assustador.

Quando falamos de construções descomunais, Nova Iorque, nos Estados Unidos, continua a ser uma referência. Apesar de existirem muitos arranha-céus espalhados pelo mundo que impressionam pela altura — no Dubai, Xangai, Hong Kong ou Kuala Lumpur —a metrópole norte-americana destaca-se pela quantidade. Os edifícios são tantos e tão pesados que estão, literalmente, a afundar Nova Iorque.

Segundo um estudo publicado na revista “Earth’s Future”, no início de maio, a cidade tem submergido entre um a dois milímetros por ano. O chão está a abater de forma gradual, mas constante.

Segundo os cálculos dos investigadores, os edifícios pesam tanto como 140 milhões de elefantes. Este enorme peso está a empurrar cada vez mais para baixo a mistura dos diferentes materiais encontrados no subsolo da cidade, embora muitos dos maiores edifícios sejam construídos sobre um leito rochoso sólido, como o xisto.

“Quanto mais macio for o solo, maior será a compressão exercida pelos edifícios”, explicou Tom Parsons, um dos autores do estudo ao “The Guardian”. E acrescentou: “Não foi um erro construir edifícios tão grandes em Nova Iorque, mas temos de ter em mente que cada vez que se constrói algo ali, empurra-se o solo um pouco mais para baixo”.

Os cientistas alertam ainda para o aumento do nível do mar, agravado pela mesma situação. Desde 1950, as águas já subiram cerca de 22 centímetros e a previsão é que o aumento da incidência de tornados, provocado pelas alterações climáticas, piorem o cenário.

Além disso, devido ao aquecimento global, a pesquisa prevê que as cheias se tornem até quatro vezes mais frequentes nas próximas décadas, sobretudo na zona costeira.  Uma realidade que irá afeta os mais de 8,4 milhões de habitantes que vivem em Nova Iorque.

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