Viagens

O alarme soou a bordo do primeiro voo espacial só de turistas — a culpa foi do WC

A tripulação não chegou a estar em risco de vida. Já quanto ao conforto, as coisas podia ter corrido muito mal.
Uma vista espacial ( e especial).

Partiram no passado dia 15 de setembro para viver uma experiência muito especial: era a primeira viagem espacial comercial só de civis, uma aposta forte da SpaceX, que até já tem planos para novos voos em 2022. Era uma viagem a pensar no futuro da indústria do turismo espacial e era importante que tudo corresse da melhor maneira.

A bordo seguiam o multimilionário Jared Isaacman, que financiou a viagem da SpaceX, Hayley Arceneaux, uma sobrevivente de cancro e assistente médica num hospital pediátrico, a professora universitária Sian Proctor e o engenheiro aeroespacial e veterano da Força Aérea Chris Sembroski.

A equipa de quatro tripulantes foi designada como SpaceX Crew Dragon. Partiram em viagem na quarta-feira, 15 de setembro, e aterraram no final de sábado, 18 de setembro, à hora prevista. A reentrada no nosso planeta foi acompanhada online em direto.

Tudo correu pelo melhor. Certo? Bem, nenhuma viagem destas poderia ser feita sem um pequeno susto. Conta a “CNN” que a dada altura o alarme soou a bordo da missão espacial. Os alarmes indicavam que poderia ser algo de significativo. O problema, no entanto, não constituía risco de vida para os tripulantes. Foi mesmo um problema da casa de banho.

Como é uma viagem pelo espaço, onde a gravidade não funciona como a conhecemos aqui na Terra, a casa de banho de bordo está equipada com um sistema de sucção, para que não haja nenhum escatológico a bordo. Ora foi precisamente esse sistema de sucção que enfrentou problemas mecânicos.

A situação acabou por ser resolvida e serviu também como exercício de aprendizagem. Citado pela “CNN”, Isaacman, que liderou a missão, garante que acabou por não haver nenhum problema com esta questão em particular. Ainda assim, realçou “o estofo mental” de todos os tripulantes.

“O aspecto psicológico é uma área que não podemos comprometer. Obviamente houve circunstâncias que aconteceram e que se estivesse lá alguém que não tivesse uma certa resistência mental e começasse a reagir mal, isso poderia ter comprometido toda a missão”, reconheceu.

Isaacman ainda lembrou a preparação para a viagem, embora sobre esta matéria alguns especialistas continuem a duvidar que seis meses de treino sejam suficientes, mesmo para uma viagem de poucos dias.

Certo é que a viagem aconteceu e o que parecia coisa de ficção-científica está mais perto de ser uma realidade. E como todas as coisas no mundo real, há questões biológicas que não podem ser ignoradas.

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