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O fumo dos incêndios nos EUA é tão intenso que já chegou à Europa

Este ano, dizem os cientistas, os fogos foram "dezenas a centenas de vezes mais intensos" do que na média dos últimos 18 anos.
Um cenário devastador.

Esta quarta-feira, 16 de setembro, o jornal “CNN” reportou que os incêndios que estão a devastar o estado norte-americano da Califórnia e outras zonas do País são os piores dos últimos 18 anos, com grandes quantidades de fumo espesso a afetar áreas vastas do continente americano e que até já atingiram a Europa do Norte, segundo cientistas.

Os fogos, que tiveram início em meados de agosto na Califórnia e no Colorado, são “significativamente mais intensos que a média de 2003 a 2019 no país inteiro“, segundo dados do Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus, do Centro Europeu de Previsão Meteorológica.

Os cientistas usaram observações por satélite para controlar a atividade dos fogos por todo o mundo. Este ano, dizem, foram “dezenas a centenas de vezes mais intensos” do que a média dos Estados Unidos. “A escala e magnitude destes fogos estão a um nível muito mais elevado do que quaisquer outros nos 18 anos de monitorização dos nossos dados, desde 2003”, afirmou Mark Parrington, um especialista da organização.

O fumo viajou através do Oceano Atlântico até à Europa do Norte no final da semana passada e prevê-se que volte a fazê-lo ao longo dos próximos dias.

“O facto de estes fogos estarem a emitir tanta poluição para a atmosfera que ainda podemos ver fumo espesso a mais de oito mil quilómetros de distância reflete o quão devastadores foram na sua magnitude e duração”, acrescentou.

Pelo menos 87 fogos queimaram 11 estados no país no último mês. Morreram 25 pessoas na Califórnia desde agosto, 10 morreram e 22 desapareceram em Oregon desde terça-feira. O grupo IQAir diz ainda que certas zonas da Costa Oeste dos Estados Unidos têm agora a pior qualidade de ar do mundo.

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