Viagens

O novo restaurante das Pirâmides de Gizé quer ser a salvação do turismo

O 9 Pyramids Lounge oferece “uma vista panorâmica que não pode ser igualada em nenhum lugar do mundo”.
Uma maravilha.

São a única maravilha remanescente do mundo antigo — mas nem elas sobreviveram à crise internacional de turismo que a pandemia do novo coronavírus despoletou. Felizmente, o Egito já tinha planeado um investimento e remodelação profunda da experiência de visitar as suas famosas pirâmides. E foram inauguradas na semana passada novas instalações para visitantes, na zona onde a Grande Pirâmide de Gizé e a Grande Esfinge estão localizadas.

Tal como a NiT já tinha avançado, a reformulação pretendia dar uma nova cara às áreas em redor das pirâmides, que se têm revelado insuficientes para acolher e dar conforto aos milhares de visitantes que habitualmente passam por lá todos os anos.

Na área das pirâmides com 4.500 anos, de onde faz parte a famosa figura da Esfinge, foi programado em primeiro lugar um novo café que também é restaurante e lounge, com vista de perto para o local: e foi este incrível espaço que foi agora inaugurado.

O 9 Pyramids Lounge, que cobre uma área de 1.341 metros quadrados em frente às pirâmides de Gizé, oferece “uma vista panorâmica que não pode ser igualada em nenhum lugar do mundo”, disse o Secretário-Geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Mostafa Waziri, citado pela Reuters.

Segundo este responsável, um dos problemas recorrentes da zona mais visitada do Egito era que as pessoas se queixavam de não ter serviços especiais para os turistas: nem uma simples cafetaria ou restaurante, “nada que pudesse ser oferecido aos visitantes”, disse Waziri.

O 9 Pyramids Lounge fica na zona sul do complexo, passando a ser o café mais próximo das pirâmides e mais acessível para um descanso antes ou depois da visita. Já há fotos nas redes sociais que mostram a dimensão do moderno lounge, enquadrado no deserto.

Mas há mais. Este projeto de cerca de 17 milhões de euros faz parte de um plano maior para desenvolver o património mundial da UNESCO e melhorar a experiência dos turistas.

Em breve, as pirâmides passarão a ter um novo centro de visitantes, novas casas de banho, nova sinalização em todo o local, food trucks, cabines fotográficas, Wi-Fi grátis e bilhetes comprados via app. Vai poder ainda contar com autocarros hop-on e-hop-off elétricos, a percorrer regularmente toda a área para que não tenha de andar a pé entre pirâmides; e até com um cinema no local.

Nos passeios em cavalos e camelos, que continuarão a acontecer, serão implementadas novas regras para tratar melhor os animais e respeitar os visitantes, sem marketing agressivo. Tudo isto acontece em parte devido à antecipação de um enorme aumento de visitantes quando o próximo Grande Museu Egípcio for inaugurado em 2021, ao final de dez anos de atrasos e adiamentos.

O turismo é responsável por até 15 por cento da produção nacional do Egito mas o setor está a perder quase mil milhões de euros por mês, desde que surgiu a pandemia do novo coronavírus. Depois de quebras de visitantes históricas, o país reabriu as suas fronteiras para visitantes internacionais em julho e para incentivar o turismo o governo reduziu temporariamente o custo dos vistos de turismo e os preços dos bilhetes para as atrações do país.

No ano passado, uma repórter da NiT visitou as famosas pirâmides e ficou tão encantada com as estruturas históricas como desencantada com a dificuldade em as visitar e fotografar, entre o turbilhão de turistas. Carregue na galeria para ver como foi a história da sua expetativa vs. realidade nas famosas pirâmides do Cairo.

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