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O palacete em Malta onde Isabel II viveu um dos períodos mais felizes da sua vida

Foi a única mansão onde a monarca britânica viveu fora do Reino Unido. Atualmente, está em ruínas e vai ser transformada em museu.
As obras vão demorar cinco anos.

Se já assistiu à série “The Crown”, que conta a história da monarca Isabel II, é provável que se lembre que, no primeiro episódio da primeira temporada, a princesa Isabel apareceu nos ecrãs feliz e despreocupada num evento de remo, que contou com a participação do príncipe Filipe e os seus companheiros. No final, a festa encerrou numa incrível mansão em Malta — que agora vai ganhar uma nova vida.

Ainda antes de ser coroada como rainha do Reino Unido, em 1953, a princesa Isabel casou-se com o príncipe Filipe de Edimburgo, em 1947, e o recém casal viveu em Malta durante uns tempos. Para celebrar o início de uma vida (bastante) longa em comum passaram uma parte da lua de mel na Villa Guardamangia, também conhecida como Casa Medina.

Situada em Pietà, esta mansão com cerca de 1500 metros quadrados, dois andares, 18 quartos e amplos jardins, conquistou de tal maneira o casal que acabaram por ficar lá a viver entre 1949 e 1951, onde Filipe estava colocado  como oficial da marinha.

A villa de pedra calcária foi construída no século XVIII e, inicialmente, a propriedade à beira-mar pertencia a um padre católico, por volta de 1814, durante o início da colonização britânica de Malta. Mais tarde, já no século XX, a mansão pertenceu a várias famílias ricas e de renome do País, como os Sant-Fourniers, os Bartolos e os Schembris.

O edifício sofreu algumas remodelações em 1900 e começou a ser chamado de Casa Medina. A somar aos 18 quartos, a propriedade tinha ainda estábulos para os animais, uma grande área de jardim para dar passeios e um abrigo de guerra.

Por volta de 1929, a villa foi alugada pela primeira vez a Louis Mountbatten, o tio do príncipe Filipe, que acabou por “emprestar” esta incrível mansão ao casal, até que tiveram de regressar a Inglaterra após a morte do rei Jorge VI. A rainha chegou mesmo a descrever a sua estadia em Malta como um dos melhores períodos da sua vida, por ter sido aquele em conseguiu viver normalmente.

A Villa Guardamangia foi assim a única casa onde a monarca britânica viveu fora do Reino Unido e, em Malta, diz-se que o casal adorava festas, piqueniques e passeios de barcos. Há até quem afirme que foi lá que a princesa foi ao cabeleireiro pela primeira vez.

Entretanto, o palacete encontra-se em ruínas há cerca de cinco anos: os quartos estão vazios, a pintura está a sair das paredes, as ervas daninhas invadiram o jardim e os azulejos tradicionais de Malta desapareceram.

Como estava a precisar urgentemente de remodelações, o governo de Malta comprou o palácio em 2019 e, em 2021, a Heritage Malta, a agência nacional que gere o património e os museus da ilha, anunciou que iriam restaurar completamente a propriedade. As obras levarão pelo menos cinco anos e, quando estiverem concluídas, a Villa Guardamangia será reaberta ao público como museu.

De acordo com o que se sabe até ao momento, no primeiro andar os visitantes poderão ver como era a mansão nos anos em que os príncipes lá viveram e, no outro piso, haverá exposições sobre a relação entre Malta e a Grã-Bretanha-

De seguida, carregue na galeria para ver como está atualmente o palacete onde a rainha viveu um dos melhores períodos da sua vida.

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