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O paraíso marinho do Panamá vai ter uma nova oportunidade para sobreviver

A reserva natural cresceu. Agora, a área protegida é já quase tão extensa quanto o país.
Uma beleza ímpar.

É um país riquíssimo em biodiversidade mas também considerado um dos mais ameaçados do mundo. Agora, deu um passo que pode ser decisivo para proteger o paraíso marinho que ali vive.

Foi só em 2015 que o Panamá definiu a sua área de reserva natural, de cerca de 17 mil metros quadrados. Um decisão importante mas insuficiente. Até porque a cordilheira de Coiba em particular é lugar destacado pela sua diversidade de espécies de fauna e flora marinha.

Na terça-feira, 8 de junho, Dia Mundial dos Oceanos, o governo do Panamá anunciou que a área protegida seria expandida. Passou a ser superior a 67,7 mil quilómetros quadrados. Quase tanto quanto a área terrestre do próprio país, que tem 75 mil quilómetros quadrados.

Esta expansão passou a incluir mais áreas da cordilheira de Coiba, incluindo zonas rochosas que se prolongam até três mil metros de profundidade. Por ali alimentam-se tartarugas, baleias, tubarões e mais de uma dezena de mamíferos marinhos.

Parte daquelas águas é ponto de passagem do comércio internacional. Estima-se que só em 2019 tenham passado pelo canal do Panamá 4.899 navios. A este juntam-se petroleiros e embarcações de pesca ilegal que têm contribuído para ameaçar a região. A expansão da reserva será acompanhada de uma maior monitorização para que aquele paraíso marinho continue a ter oportunidade de se renovar.

É possível visitar o Parque Nacional de Coiba, um lugar que é património da UNESCO. Há percursos de mergulho e programas a partir de 120€; e voos com preços que começam nos 600€ de Lisboa para a Cidade do Panamá, capital do país, com uma ou duas escalas.

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