Viagens

O prodígio da fotografia de viagens que vai querer seguir no Instagram

Tem apenas 22 anos, mas já viajou por dezenas de países, onde captou imagens deslumbrantes.
A montanha arco-íris no Peru.

Tudo começou quando tinha 13 anos. A mãe emprestou-lhe a sua máquina fotográfica, uma Canon 7D, e mandou-o para o jardim. Um pouco à descoberta, tirou fotografias aos insetos, mas rapidamente o seu horizonte expandiu-se.

Emmett Sparling cresceu na ilha de Bowen, uma pequena ilha junto a Vancouver, no Canadá. As suas memórias de infância são passadas entre a natureza envolvente. Não por acaso, foi ali que, durante a adolescência, que começou a tirar fotografias profissionalmente, com marcas locais. Quando terminou o liceu, decidiu tirar um ano. Na altura, viajar e fotografia eram mais paixão do que carreira, mas rapidamente iriam tornar-se a sua vida.

Hoje em dia, Sparling tem cerca de 800 mil seguidores no Instagram e é mesmo uma das contas de viagens que mais rapidamente tem crescido. É também uma conta curiosa, que permite ver a evolução do fotógrafo. As primeiras fotografias que surgem são ainda de 2013, quando ainda era adolescente, onde estão as tais imagens de insetos. Nos anos seguintes o que vemos são fotografias de modelos, algumas imagens mais criativas e as primeiras paisagens de tirar a respiração. A evolução prossegue.

Entre os 18 e os 20 anos, Emmett passou a maior parte do seu tempo em viagem. Nunca ficava mais de cinco dias por mês em casa. Em 2017, com cerca de 30 mil seguidores, teve a sua primeira viagem paga, à República Checa. Em finais de 2018, tinha mais de 350 mil seguidores. E não parou de crescer.

Atualmente, com 22 anos, Emmett já tem histórias para contar para uma vida inteira. Fotografou debruçado num helicóptero que sobrevoava um vulcão no Havai, captou uma descida de trenó ao por do sol na neve nos Alpes suíços, fotografou o interior de grutas em Java, nadou com tubarões e assistiu a um nascer do sol nos Andes de uma beleza invulgar.

O que faz por uma boa foto.

Esta imagem em particular implicou uma viagem de cinco dias nos Andes com guia, e na companhia de um amigo e uma última caminhada, que começou à meia-noite, com temperaturas negativas, para chegar a tempo aos cinco mil metros de altitude que iam valer a foto perfeita. Fê-lo com o sorriso e à-vontade do fotógrafo que faz tudo pela foto perfeita.

Sobrinho de dois fotógrafos e filho de uma mãe que estudou artes e trabalhava também com fotografia, havia ali algo na família a justificar o talento precoce. Mas há este lado de aventureiro nato que o acompanha, além de uma capacidade incrível para nunca parar.

Emett trabalha também com vídeo. Lexus, Qantas, Corona, Mercedes são algumas das marcas que já o contrataram para trabalhos. Entre os seus clientes estão alguns hotéis exclusivos e até o Turismo de países como o Egito ou a África do Sul.

Pelo meio, já tem dado workshops online, incluindo sobre uma das suas especialidades: fotografar com drones. Deu exposições individuais (e algumas das suas imagens são vendidas emolduradas por centenas de dólares) e montou também uma empresa de conteúdos com a mãe, a TripLit. Até tem um podcast partilhado com a jornalista e fotógrafa sul-africana Mathilda de Villiers. Os programas costumam incluir convidados e giram habitualmente à volta de fotografia de viagens.

O próprio conta no seu site que crescer na tal ilha de Bowen, rodeado de natureza, ajudou a seguir este caminho. “Passei horas incontáveis a explorar florestas, prados e praias com a minha câmara, muitas vezes com amigos ou familiares. Viajar pelo mundo deu-me novas perspetivas sobre o poder da fotografia”.

Por esta altura, Bowen já passou por mais de 40 países (ainda lhe falta Portugal), nos diferentes continentes. Neve, praia, arranha-céus, florestas, cascatas, monumentos, pessoas. É o mundo inteiro que cabe na sua objetiva — e que temos a sorte de ir descobrindo online, por entre imagens captadas com cores deslumbrantes.

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