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O secreto e misterioso museu que só pode ver debaixo de água

Começou a ser instalado em 2006 e acaba de receber novas esculturas. Mas a visita é só para corajosos.
É impressionante.

O primeiro parque subaquático de esculturas do mundo nasceu na Baía de Molinere, em Granada, nas Caraíbas. Foi criado em 2006 pelo escultor e ecologista britânico Jason deCaires Taylor e é hoje uma das atrações subaquáticas mais populares do país — e do mundo. Agora, acaba de receber mais esculturas.

31 novas estátuas acrescentadas à exibição. Entre as novidades destaca-se “Coral Carnival”, uma série de esculturas baseada no Spicemas, o carnaval de Granada. “O carnaval é obviamente uma parte muito, muito forte da cultura e história de Granada e por isso queriam contar essa história”, explicou Taylor à “CNN”

As esculturas, parcialmente construídas no Reino Unido, são inspiradas em pessoas reais que posaram como modelos. A maioria das novas peças foi criada por Taylor, em colaboração com artistas locais.

Para resistirem ao meio e não prejudicarem o ambiente, as esculturas são feitas de aço inoxidável de alta qualidade e cimento marinho neutro em pH. São projetadas para servirem como recifes de coral artificiais, com buracos e abrigos para atraírem vida marinha e criarem um novo habitat.

E pela primeira vez, Taylor usou cor nas esculturas subaquáticas. “Normalmente, são muito cinzentas. Desta vez usámos pigmentos naturais para pintar as esculturas. Estou bastante interessado em ver como essas mudanças ocorrem e se elas serão colonizadas de uma forma diferente. A vida marinha é muito influenciada pela cor.”

As esculturas foram cuidadosamente instaladas no final de outubro. “Coral Carnival” pode ser visitada através de barco, para quem tiver medo de mergulhar — ou não tiver formação. Estão instaladas a profundidades entre três e sete metros e podem ser vistas tanto por mergulhadores e praticantes de snorkel, como por barcos com fundo de vidro, desde que a visibilidade no dia seja boa.

O parque de esculturas subaquáticas foi originalmente idealizado tanto como um esforço de conservação para ajudar a renovar a vida marinha danificada pelo furacão Ivan em 2004. “Há muito tempo que tinha esta ideia de criar algo debaixo de água. Achei que seria um lugar interessante para fazer algo — e que talvez conseguisse afastar os turistas de outros locais. E, claro, torná-lo também uma plataforma para a vida marinha.”

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