Viagens

OMS avisa que prova de vacina não deve ser critério para viajar

A organização lembra que ainda há incertezas face aos resultados das vacinas na transmissão, pelo que desaconselha este método.
Ainda é cedo para decidir.

Numa altura em que se acentua o debate sobre a possível criação de um certificado verde de vacinação na Europa para permitir o regresso das viagens, a Organização Mundial da Saúde avisa: os aeroportos e outros pontos de entrada num país não devem pedir aos viajantes que provem estar vacinados contra a Covid-19.

Isto porque, frisa a OMS, em relação às vacinas contra a doença provocada pelo SARS-CoV-2 ainda não são totalmente conhecidos os efeitos na redução dos contágios, na duração da imunidade que proporcionam, ou se protegem contra formas leves da Covid-19. De acordo com a organização, citada pela Lusa, além destas incertezas há ainda outra questão: a de que “dar prioridade aos viajantes” pode ter como consequência, avisa, “uma administração inadequada de doses da vacina em pessoas com alto risco de contrair formas graves de Covid-19”.

A OMS frisa assim que a utilização de “certificados de imunidade” para viajantes internacionais, tanto para os que foram vacinados como para os que possuem anticorpos após superar a doença, não é recomendável nem está para já “sustentada atualmente por provas científicas”. No seu último relatório, lembra ainda que as pessoas com mais de 60 anos, ou com doenças crónicas, ou pertencentes a outros grupos de risco, devem evitar viajar para países com risco elevado de transmissão da Covid-19. Por outro lado, sublinha que os viajantes internacionais “não devem ser considerados como casos suspeitos”.

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