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Os iglus na Lapónia que são o destino de inverno de sonho — mesmo sem Pai Natal

São perfeitos para umas férias em isolamento, longe de tudo, mas perto da natureza. E das auroras boreais.
Fuja para aqui

A viagem pode ser longa e atribulada, mas chegados ao local paradisíaco onde foram instalados 24 iglus de vidro — e não de gelo —, pouco mais a fazer há do que aproveitar a solidão e a natureza gélida da Finlândia. E haverá algo melhor para umas férias de inverno do ficar aconchegado no quentinho com a neve lá fora? Duvidamos.

É precisamente sobre esse conceito que assenta o complexo Levin Iglut, aninhado no sopé de uma colina e com uma vista soberba sobre a paisagem. Vista essa que é privilegiada, esteja-se em qualquer uma das tipologias: sejam as suites, os quartos premium ou os superior. Estes últimas são pensados para acolher casais em retiros românticos.

No interior de cada quarto está um ambiente climatizado com pisos aquecidos, uma casa de banho privada, uma kitchenette, colunas de som, ar condicionado, wi-fi, vidro que não embacia e até camas com motor, para que seja possível escolher a melhor posição para dormir ou para admirar o céu estrelado da Lapónia.

Há, porém, um miminho especial nas duas suites dos alojamentos construídos em 2020: um jacuzzi de água quente, instalado na varanda. Mesmo com o frio gélido do inverno, é possível relaxar na água quente, no exterior.

Lá por estar na isolada Lapónia, não tem que passar o tempo todo no quarto. Pode optar por fazer a refeição sem sair do iglu — é servida no quarto e consiste em refeições de cozinha caseira e regional —, ou então experimentar o restaurante Utsu, onde a culinária é mais sofisticada, ainda que assente nos sabores escandinavos.

Pode também optar por jantar num dos dois pisos do restaurante: no inferior, janta com os pés junto à lareira; no superior, perde o calor da chama mas ganha na vista desobstruída sobre o vale.

Durante o dia, a maior atração, além da natureza, é o resort de ski de Levi, a apenas 10 quilómetros de distância do hotel. Pode também passear na neve, a pé ou num trenó puxado por renas ou por cães.

A época mais procurada é, claro, a das auroras boreais, que arranca no final de agosto e termina no início de abril, quando as noites são suficientemente escuras para permitir observar o fenómeno — e o sol de meia-noite não perturba o sono dos visitantes.

A estadia no Levin Iglut tem um custo de 690€ por noite, isto nos iglus superiores, e pode ascender aos 1.700€ pelos iglus mais luxuosos.

Como chegar lá

O aeroporto mais próximo é o de Kittilä, mas na ausência de voos diretos, é necessária uma escala na capital Helsínquia. Daí ao destino, é apenas um voo de uma hora. As viagens a partir de Lisboa começam nos 500€ e a partir do Porto nos 466€, em viagens apontadas para fevereiro do próximo ano.

Chegado a Kittilä, o Levin Iglut fica apenas à distância curta de 15 minutos de carro ou de autocarro.

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