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Parte de um foguetão lançado pela SpaceX de Musk está em rota de colisão com a lua

O impacto do destroço do Falcon 9 não será visível na Terra — mas poderá deixar uma cratera que será observada por cientistas.
É a primeira vez que acontece, mas não será a última.

A SpaceX, a empresa aeroespacial criada por Elon Musk em 2002, entrou para a história da exploração do Espaço em 2021, após realizar o primeiro voo orbital num foguetão com a primeira tripulação civil. Quatro turistas participaram da missão “Inspiration4” que partiu do Kennedy Center da NASA na Flórida (EUA) para circular a Terra durante três dias.

Agora, a empresa volta a ser notícia após um grupo de especialistas revelar à “AFP” que parte de uma nave lançada há sete anos pela empresa está em rota de colisão com a lua, esperando-se um embate a 4 de março.

O Falcon 9 descolou em 2015, com o objetivo de orbitar um satélite de observação climática do planeta, o Deep Space Climate Observatory. Desde aí que a parte usada para impulsionar o foguetão flutua no espaço, numa órbita apelidada pelos especialistas de “caótica”.

“Há cerca de 15 anos que faço o rastreio de lixo espacial e este é o primeiro impacto lunar não intencional”, conta o astrónomo Bill Gray à agência noticiosa francesa.

A colisão do objeto, que pesa aproximadamente quatro toneladas, não será visível da Terra mas deverá causar uma cratera que poderá ser observada posteriormente por cientistas.

Gray adianta que os impactos lunares não intencionais poderão aumentar drasticamente nos próximos anos, devido aos objetos que ficam a flutuar no espaço resultantes dos programas de exploração norte-americanos e chineses.

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