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Passagem do tufão Rai provoca pelo menos 397 mortos e 83 desaparecidos nas Filipinas

O país asiático situa-se no chamado anel de fogo do Pacífico, onde se regista 90% da atividade sísmica e vulcânica do planeta.
É a 15ª tempestade violenta a passar pelas Filipinas em 2021.

A 16 de dezembro, o tufão Rai atingiu as Filipinas deixando um rastro de destruição. Nesta terça-feira, dia 28, as autoridades do país informaram que pelo menos 397 pessoas morreram e 83 continuam desaparecidas, na sequência do fenómeno atmosférico.

Segundo a agência de notícias espanhola EFE, a tempestade provocou também 1.147 feridos e 561.500 desalojados — mais de metade encontrou abrigo num dos 1.200 centros de acolhimento de emergência criados pelas autoridades. Teme-se que a sobrelotação possa causar grandes surtos de Covid-19.

O Rai atingiu nove ilhas das Filipinas, de leste a oeste, com rajadas de vento que chegaram aos 240 quilómetros por hora, e afetou mais de 4,2 milhões de pessoas. Habitações, infraestruturas e culturas agrícolas destruídas, avaliadas em 22 mil milhões de pesos filipinos (cerca de 386 milhões de euros), marcam a paisagem desde então.

Este tufão, o 15.º a passar pelo arquipélago em 2021, destaca-se por ser considerado tardio para a época. A maioria das tempestades tropicais no Oceano Pacífico formam-se entre julho e outubro. Todos os anos, cerca de 20 tufões atingem este país asiático, localizado no chamado anel de fogo do Pacífico. Aproximadamente, 90% da atividade sísmica e vulcânica do planeta regista-se nesta área.

Até à data, o supertufão Hayan é o mais devastador da história recente das Filipinas. Causou mais de 7.300 mortos ou desaparecidos e deixou 200.000 famílias desalojadas nas ilhas de Samar e de Leyte.

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