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Viagens

Passaporte português volta a ser um dos mais livres e poderosos do mundo

Os portugueses podem entrar em 186 países sem visto, com o nosso passaporte em sexto na lista mundial dos mais fortes.
Continuamos fortes no ranking.

2020 foi um ano terrível e atípico a todos os níveis, incluindo no campo das viagens. Durante grande parte do tempo, em praticamente todo o mundo, quase ninguém viajou: aviões ficaram em terra, companhias em risco, listas de destinos por cumprir, trabalhos por realizar.

Isto não impediu a Henley de organizar o seu novo e mundialmente famoso Passport Index, que mede periodicamente a força e liberdade dos passaportes de cada país — ou seja, para quantos países é possível entrar sem visto com determinada nacionalidade. E Portugal volta a estar num lugar de topo, com 186 países que todos, como cidadãos, podemos visitar livremente, sem documentos adicionais.

Desde 2006 que é organizado este ranking mundial que organiza os países com base na liberdade de circulação dos cidadãos, expressa nos seus passaportes — ou no número de destinos que os seus titulares podem visitar sem um visto prévio. 

Segundo a “Forbes“, um passaporte não é apenas uma necessidade para umas férias num local paradisíaco, mas tem a ver com a liberdade de uma pessoa, do seu País, o seu direito de viver e trabalhar em outros lugares e, em muitos casos, a ter um estilo de vida melhor.

E o recém-atualizado Henley Passport Index destaca o quanto o poder dos passaportes dos EUA e do Reino Unido tem vindo a diminuir ano após ano, enquanto outros aumentaram. De acordo com a revista, a pandemia mostrou que um passaporte fraco não é agora necessariamente associado a países em desenvolvimentos, com as decisões de governos de países considerados dos mais fortes a influenciar muito os resultados. Nos últimos sete anos, os Estados Unidos caíram do primeiro para o sétimo lugar em 2021. Com o Reino Unido, o poder de seu passaporte está a diminuir de ano para ano, algo que se poderá agravar com o Brexit.

Além disso, a Forbes destaca o paradoxo de o passaporte mais poderoso do mundo em 2021 voltar a ser o japonês, um dos cerca de 50 países do mundo que não permite que uma pessoa tenha mais de uma nacionalidade.

Voltando à lista, divulgada na primeira semana de janeiro, os cidadãos do pais no topo da lista, Japão, podem agora viajar para até 191 países com isenção de visto à chegada. Singapura está em segundo lugar, com 190 países e a Coreia do Sul empata com a Alemanha em terceiro lugar (com 189).

No quarto posto, empatam a Itália, Finlândia, Espanha, Luxemburgo: são 188 países para os quais não é preciso visto, se é cidadão numa destas nações. E quinto empatam a Dinamarca e a Áustria, com 187.

Portugal surge no sexto ponto desta lista, ao lado da Suécia, da França, da Holanda e da Irlanda: tal como no último relatório, e representando a subida de um ponto face ao ano de 2019, são 186 para onde cidadãos destes países podem ir “livremente”. Está assim no top 10 do ranking, bem posicionado.

Em sétimo lugar surgem, lado a lado, a Suíça, Estados Unidos, Reino Unido, Noruega, Bélgica, Nova Zelândia (185); em oitavo a Grécia, Malta, República Checa e Austrália (184); em nono o Canadá (183) e em décimo a Hungria (181).

No expecto oposto da lista, Síria, Iraque e Afeganistão continuam a ser os países com o pior passaporte, com uma pontuação de 29, 28 e 26.

documento é elaborado com base em dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo, (IATA), que mantém o maior e mais preciso banco de dados de informações de viagens do mundo e aprimorado por pesquisas em andamento pelo Departamento de Pesquisa Henley & Partners. Este ranking não tem em conta, é importante referir, as medidas temporárias de restrições de circulação, por causa da Covid-19.

Segundo Christian H. Kaelin, presidente da Henley & Partners e inventor do índice de passaportes, apesar da pandemia e de 2021 ser um ano incerto no plano das viagens, a lista oferece “uma oportunidade para refletir sobre a extraordinária turbulência que caracterizou 2020”. “Há apenas um ano, tudo indicava que as taxas de mobilidade global continuariam a aumentar, que a liberdade de viajar aumentaria e que os portadores de passaportes poderosos teriam mais acesso do que nunca”, disse citado pelo “Portugal Resident”.

Agora, com a pandemia, há menos viagens mas ganha cada vez mais força o conceito de nómadas digitais, o que poderá tornar esta lista, e o que ela representa, ainda mais significativa num futuro próximo.

O documento já está disponível e se carregar em Portugal num mapa mundi que encontra online, consegue ainda ver quais os 186 países que pode visitar livremente.

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