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Estavam presos numa ilha deserta. Um sinal na areia salvou-lhes a vida

Três marinheiros naufragaram na Micronésia. Acabaram salvos num resgate digno de um filme.
Estiveram 10 dias presos no atol. Foto: Guarda Costeira dos EUA

Três marinheiros foram resgatados pela Guarda Costeira dos EUA de uma pequena ilhota no Oceano Pacífico, na passada terça-feira, 9 de abril. O trio estava preso desde 31 março, quando o esquife — um pequeno barco aberto, de fundo chato e proa pontiaguda — que usavam para pescar perdeu o motor ao largo de Pikelot. O minúsculo atol com cerca de 125 metros quadrados pertence aos Estados Federados da Micronésia, situados em pleno Oceano Pacífico, entre as Filipinas, Taiwan e Havai.

O rádio que tinham ficou sem bateria e perderam a possibilidade de comunicar com as autoridades. Conseguiram desembarcar na ilhota de coral desabitada, mas sem outra forma de pedir ajuda, escreveram “HELP” na areia branca com folhas de palmeira.

O salvamento aconteceu uma semana depois, após a mensagem ter sido avistada do ar pelas autoridades norte-americanas. Durante os 10 dias, os homens, na faixa dos 40 anos, alimentaram-se apenas de cocos e beberam água doce de um pequeno poço, frequentemente visitado por pescadores da região.

HELP Poikelot Micronesia
A mensagem escrita com folhas de palmeira. Foto: Guarda Costeira dos EUA

“O seu engenho foi fundamental para orientar os esforços de resgate diretamente para a localização exata onde estavam”, sublinhou o tenente Chelsea Garcia da Guarda Costeira dos EUA ao “The Guardian”.

A missão de salvamento teve um final feliz, com duas coincidências curiosas pelo meio. Uma delas é o facto de não se tratar de uma situação inédita. Em 2020, três outros homens que viajavam entre dois outros atóis da Micronésia acabaram em Pikelot, após o barco onde seguiram ter ficado sem combustível. Escreveram SOS na areia e a mensagem foi avistada pela tripulação de um avião da Força Aérea dos EUA, que desencadeou o processo de resgate.

O outro facto curioso é que os homens resgatados na terça-feira, cuja identidade não foi revelada, acabou por se tornar numa reunião familiar inesperada”. Os elementos da Guarda Costeira que procederam ao salvamento eram primos em terceiro e quarto grau dos pescadores. Os três são oriundos de Polowat, atol a cerca de 185 quilómetros de Pikelot, onde ficaram presos. 

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