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Poluição na cidade de Nova Iorque também caiu drasticamente com a quarentena

Los Angeles, Chicago e Seattle foram outras cidades a registar reduções visíveis em imagens de satélite.
O trânsito diminuiu.

Aconteceu na China, depois em Itália e está a acontecer também nos EUA. À medida que o tráfego automóvel diminui, que os aviões não levantam voo e que a grande maioria das pessoas fica em casa, a poluição nas grandes cidades americanas está a diminuir — visivelmente.

O fenómeno mundial foi primeiro relatado há uma semana: com milhões de cidadãos por todo o mundo em quarentena ou auto-isolamento devido à pandemia do novo coronavírus, estão a ser emitidos menos um milhão de toneladas de dióxido de carbono por dia. E há especialistas já a acreditar que, embora trágica, esta pandemia possa trazer enormes melhorias para o ambiente, provocando uma queda na poluição e até no aquecimento global.

Agora, o fenómeno chegou ao outro lado do mundo. Segundo o “New York Times“, várias cidades dos EUA foram avaliadas por um satélite que deteta emissões na atmosfera ligadas a carros e as imagens mostram enormes quedas de poluição nas principais áreas metropolitanas, incluindo Los Angeles, Seattle, Nova Iorque, Chicago e Atlanta.

Dados preliminares do satélite Sentinel-5P da Agência Espacial Europeia mostram que os níveis atmosféricos de dióxido de nitrogénio, que são influenciados em grande parte pelas emissões de veículos, foram consideravelmente mais baixos em Los Angeles nas duas primeiras semanas de março em comparação com o mesmo período do último ano.

Esta será a cidade onde o fenómeno é mais visível até porque em LA praticamente toda a gente se desloca habitualmente de carro, sendo os níveis de poluição normalmente muito elevados.

Imagens do satélite do Sentinel-5P processados, ​​pelo Descartes Labs e partilhadas pelo jornal, mostram a diferença em Los Angeles entre março de 2019 e 2020.

Na cidade de Nova Iorque, os residentes são menos dependentes de viagens de carro, mas ainda assim o tráfego de veículos sofreu uma queda acentuada nos últimos dias, com o fecho de prédios de escritórios, escolas e restaurantes.

Além das imagens de satélite comprovarem também uma queda visível na mancha de dióxido de nitrogénio, um estudo separado da Columbia University também apurou que as emissões de monóxido de carbono sobre Manhattan caíram mais de 50 por cento abaixo dos níveis típicos.

No entanto, os cientistas americanos são mais cautelosos a avaliar estes dados e alertam que, embora o declínio da poluição do ar nas cidades possa trazer benefícios de saúde a curto prazo, os efeitos na saúde e economia do vírus são muito mais relevantes; e que é até provável que a baixa de poluentes seja pouco expressiva a nível anual e que a poluição volte a subir assim que a pandemia for controlada.

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