Viagens

Quer comprar uma agência de viagens? A The Wanderlust está à venda

A agência dedica-se a viagens que são também experiências: sustentáveis, com líderes e partilhas de vivências.
A Indonésia é um dos destinos mais procurados.

Se sempre quis ter uma agência de viagens, esta pode ser a sua oportunidade. Até porque esta não é uma agência qualquer: criada em 2014, a The Wanderlust nasceu com o objetivo de ser diferente, de proporcionar aventuras por vários cantos do mundo, de se focar na sustentabilidade, na viagem como uma experiência de vida, em que o que vemos e o que fazemos tem, também, impacto.

Nos programas criados ao longo dos últimos sete anos, para destinos tão díspares como Tailândia, Austrália, Equador, Indonésia e Uganda, os viajantes foram levados a envolverem-se com o local, com a viagem, protegendo e respeitando as suas comunidades, cultura, tradições e ambiente, tornando assim a experiência mais enriquecedora, gratificante e agradável.

Para ajudar em tudo isto, as aventuras são sempre planeadas e acompanhadas por viajantes experientes e conhecedores do destino, que apostam sobretudo em atividades ao ar livre, contacto com a natureza, observação da vida selvagem em habitat natural e ainda com uma grande componente cultural vivencial, pelos quatro cantos do mundo.

Só que neste ano de 2021, Miriam Augusto, ex-líder de viagens e fundadora da agência, anunciou que a The Wanderlust está à venda. No entanto, a decisão não surgiu agora — nem tem, por incrível que pareça, ligação direta com a pandemia.

Segundo explica Miriam, em finais de 2019, “num ano de grande desgaste emocional, psicológico e físico”, a fundadora pensou que “não tinha mais nada de valor a acrescentar tanto à agência, como ao mundo das viagens de aventura.”

Ao mesmo tempo, revela que está atualmente “numa fase de grande mudança a nível pessoal”. “Preciso de criar raízes, raízes essas que não são compatíveis com o estilo de vida que tive até agora”, acrescenta. O facto de a decisão ser somente agora trazida público é justificada pelo facto de Miriam ter sentido que, com o surgimento da atual pandemia, a revelação pudesse levar a uma grande instabilidade tanto para a equipa como para os próprios viajantes, se tivesse sido feita, por exemplo, em 2020.

Imagem da agência.

“Estava tudo uma loucura, a fase inicial (da pandemia) foram tempos de grande stress e ansiedade. Então decidi aguentar mais uns tempos, até que chegou o momento em que não faz mais sentido continuar.”

Na realidade, a fase atual é vista pela ex-líder de viagens como “uma excelente altura para investir”, e Miriam explica porquê: não só porque “o valor da empresa não é o que seria em tempos normais”, adianta sem enunciar valores, mas também porque se prevê “um boom de viagens assim que for possível viajar de forma mais livre”. Ao mesmo tempo, acredita-se que o sector em que a agência opera, longe do turismo de massas, será também mais procurado. acrescenta.

Na verdade, o nanoturismo é, como a NiT já noticiou, considerada a possível grande tendência para um regresso às viagens e baseia-se precisamente num modelo em que o viajante procura fazer parte da comunidade local em vez de usar um destino apenas como cenário de férias genéricas. Não se limita a ver e usufruir, mas participa.

Quanto ao perfil de possíveis interessados, Miriam refere a importância da visão e capacidade de resposta a um mercado que está cada vez mais competitivo e exigente, bem como um gosto enorme por viajar. E, acima de tudo, partilhar esse gosto com os outros. Os preços e condições mais específicas do negócio não são divulgados, podendo ser revelados aos interessados através dos contactos que estão no site da agência.

Aqui, pode também perceber que mesmo com a intenção de venda em curso e com a pandemia, há mais incríveis experiências marcadas para este ano — ainda que dependentes da evolução da situação pandémica e das restrições internacionais, claro.

Há, por exemplo, experiências nos Balcãs, com passagem pela Croácia, Bósnia e Montenegro; e também viagens à Tailândia, Marrocos, Costa Rica e até pela rota do Transiberiano: um pacote sobre o qual a NiT já lhe contou tudo.

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