Viagens

Regresso da aviação: não havia tantos aviões no ar desde março de 2020

Mais de 90 mil aviões levantaram voo na sexta-feira, 18 de junho. É um número abaixo do normal para a época, mas que já traduz uma grande subida.
Já há retoma.

Enquanto o mundo ainda se debate com a pandemia, as campanhas de vacinação vão permitindo uma retoma progressiva das viagens; e com o mês de verão já oficialmente iniciado, os dados que observam e analisam o setor da aviação demonstram que o regresso pode até estar a ser maior do que o inicialmente antecipado.

Segundo o jornal “The Independent“, o número de aparelhos no céu atingiu, na passada sexta-feira 18 de junho, o seu nível mais alto desde antes do início da pandemia, em 2020.

A FlightRadar24 rastreou, adianta o meio britânico, um total de 92.095 voos de passageiros nesse dia, o que além de traduzir um recorde desde março do ano passado representa um “aumento acentuado” no número de aviões face a esta mesma data de há um ano atrás — quando pouco mais de 50.000 aviões comerciais estavam no ar.

Segundo dados recentes da IATA, 2020 foi o pior ano do setor das viagens aéreas desde que há registos, com o tráfego global de passageiros no ano inteiro a cair 65,9 por cento face ao anterior, representando “de longe o declínio de tráfego mais acentuado da história da aviação”.

Muitos especialistas e entidades acreditam que uma retoma total só será visível daqui a alguns anos, mas os mais de 90 mil voos poderão indicar o contrário: a 18 de junho de 2019, em tempos pré-pandemia, foram registados 124.516 aviões comerciais no ar, um número distante do da passada sexta-feira mas não de forma tão expressiva como poderia ser esperado; o que é, para alguns especialistas, um dado “otimista”, sobretudo numa altura em que ainda há restrições.

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