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Reino Unido vai proibir o uso de telemóveis nas escolas (incluindo professores)

Os encarregados de educação também não vão poder ligar para os filhos, só mesmo para a secretaria do estabelecimento de ensino.
Vai ser proibido.

É uma medida radical que é adotada em cada vez mais países. Desta vez, é o Reino Unido que quer proibir oficialmente o uso de telemóveis nas escolas britânicas. A restrição nas aulas já era uma prática adotada pela maioria das escolas, mas o governo prepara-se para avançar com uma lei, avança o jornal “The Guardian”.

A proibição do uso de smartphones ao longo de todo o período escolar (incluindo nos intervalos) pode ser implementada de diferentes formas, desde obrigar os alunos a deixarem os telemóveis em casa, até à permissão de os trazerem, desde que não os utilizem nas aulas. Além dos mais novos, o plano também diz respeito aos professores, que não devem ser vistos a usar os aparelhos — excepto em situações urgentes ou estritamente necessárias.

A regra é ainda extensível aos próprios encarregados de educação. Para entrarem em contacto com os filhos, devem fazer uma chamada para a secretaria da escola, segundo as orientações do Ministério da Educação britânico.

A iniciativa, que se junta a medidas de proibição já tomadas por algumas instituições de ensino, faz parte de um plano para reduzir as distrações e melhorar o comportamento nas salas de aula. “Quem vai para a escola, vai aprender, vai criar essas amizades, vai falar com as pessoas e socializar e vai educar-se. Não vai ficar sentado no telemóvel ou mandar mensagens enquanto poderia estar a falar com alguém”, justificou Gillian Keegan, secretária de Estado da Educação.

Em Portugal, também já existem várias escolas, públicas e privadas, que proibiram o uso destes equipamentos dentro do recinto escolar, ou apenas na sala de aula. 

O Agrupamento de Escolas de Almeirim foi um dos mais recentes a juntar-se à causa. No início deste ano letivo proibiu o uso de telemóveis nas escolas do primeiro ciclo e juntou-se assim a outras instituições como o Colégio Moderno, em Lisboa, que proibiu a utilização destes dispositivos logo em 2008. Já a EB 2/3 António Alves Amorim, em Lourosa, proibiu telemóveis em todo o recinto há seis anos, em 2017.

A medida da proibição de telemóveis é apoiada no relatório anual da UNESCO, em que a organização, apesar de reconhecer os benefícios das tecnologias na aprendizagem, alerta para os riscos das mesmas. A interferência com o desenvolvimento físico e mental dos mais novos é um deles. O relatório, partilhado em julho de 2023, demonstra que miúdos entre os dois e 17 anos com maior exposição às tecnologias têm um menor aproveitamento e não são tão saudáveis como os que passam menos tempo em frente a ecrãs.

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