Mergulhar no rio Tamisa, em Londres, Inglaterra, pode parecer uma ideia louca, até porque não conseguimos deixar de questionar a qualidade da água. Mas, a verdade, é que nem todas as zonas do rio estão poluídas — e há novo projeto que chegou para o provar.
A 15 de maio, um troço do rio Tamisa em Ham, no sudoeste de Londres, foi oficialmente designado como a nova zona balnear fluvial do país — a primeira de sempre deste curso de água. A novidade surgiu depois de um grupo de ativistas ter reunido provas que mostram que milhares de pessoas utilizam o rio para nadar ao longo do ano inteiro, segundo avançou o “The Guardian.”
“Isto é incrível para o rio e para as muitas pessoas que o apreciam”, disse Marlene Lawrence, fundadora do grupo Teddington Bluetits, que apresentou o pedido de designação da região como zona balnear. “Queremos que o estatuto de zona balnear seja um incentivo para manter o rio limpo. Será fantástico ter esta parte assim designada”.
O projeto começou há cerca de seis anos, quando os ativistas decidiram lutar para conseguir este estatuto para quela região do rio. Nessa altura, a designação de águas balneares estavam limitadas às zonas costeiras e aos lagos.
No caso dos rios, alguns dos grandes problemas sempre foram os produtos químicos e o escoamento das estradas e dos campos de agricultura, sendo estas as principais razões para a sua poluição. No entanto, agora que recebeu a designação oficial de zona balnear, há esperança de que as empresas comecem a reduzir a poluição que chega através de esgotos.
Além do troço do rio Tamisa, o país conta com 12 outros locais considerados como zonas balneares. É o caso de uma enseada de maré perto do rio Yealm, no sul de Devon; parte do rio Fowey em Lostwithiel, na Cornualha; o rio Dee em Sandy Lane, Chester, entre outras.
Para manter o cuidado com essas regiões, até ao final de setembro (ou seja, o fim da época balnear), os funcionários da Agência do Ambiente visitarão os locais para recolher amostras e monitorizar a qualidade da água com regularidade.
“A introdução destes novos locais de banho significa uma melhor monitorização dos nossos cursos de água, um impulso para o turismo local e uma maior confiança para os banhistas locais”, referiu a Ministra da Água, Emma Hardy.







