Viagens

Seca extrema está a revelar monumentos com milhares de anos e aldeias antigas em Espanha

Um dólmen, uma necrópole e uma igreja que estavam submersos estão agora visíveis. Um fenómeno com uma dimensão preocupante.
A igreja está a 23 metros de profundidade. Foto: Josep Lago.

É o chamado “turismo de seca”. A falta de água em barragens e albufeiras espanholas deixou à vista algumas construções que habitualmente estariam submersas, à semelhança do que acontece em Portugal com a aldeia Vilarinho das Furnas.

São vários os casos conhecidos de monumentos, aldeias e edifícios antigos que voltam a ficar expostos devido à descida do nível das águas de barragens, rios e lagos. O fenómeno está a atingir uma dimensão preocupante em Espanha. Na Andaluzia, por exemplo, a falta de água na maior albufeira da região permite agora ver uma necrópole celtibera e algumas ruínas romanas que estão a ser um sucesso entre turistas. 

A necrópole.

Já na paisagem da Barragem de Valdecañas, na cidade de Cáceres, emergiu um monumento pré-histórico, conhecido como Dólmen de Guadalperal. Descoberto em 1926, ficou submerso em 1963 na sequência da construção de uma barragem. Desde então, este monumento megalítico, caracterizado por, pelo menos, duas enormes pedras colocadas na vertical, só voltou a estar à superfície em quatro ocasiões.

A barragem de Sau, na Catalunha, também sofreu uma descida do nível da água e deixou à vista uma igreja com cerca de mil anos. O monumento encontra-se a 23 metros de profundidade e está submerso há seis décadas. A última vez que esteve exposta foi em 2005, também numa situação de seca extrema em Espanha.

A Igreja de Sant Romà de Sau, de estilo românico lombardo, assim como todos os outros monumentos que têm emergido estão a atrair vários turistas e é provável que comecem a ser organizadas visitas guiadas aos mesmos.

O Dólmen de Guadalperal.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT