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Sismos em Granada assustam espanhóis: muitos saíram para a rua a meio da noite

No sul de Espanha, vários abalos acima dos 4 graus na escala de Richter lançaram o medo.
Imagem partilhada no Instagram. Foto: @josemaa08

Foi uma noite longa em Granada, no sul de Espanha, a menos de 500 quilómetros de Portugal. Uma série de terremotos, mais de dez, assolaram a província, e apesar de não haver grandes estragos ou feridos a registar a sua sequência lançou o medo: e levou centenas à rua, de pijama, a meio da noite e em plena pandemia.

Segundo o “El País“, os dois primeiros sismos foram sentidos às 21h36 (hora local) em Santa Fé e em Chauchina, perto da cidade de Granada, com magnitudes de 4,3 e 4,1 na escala Richter, de acordo com as primeiras estimativas do Instituto Geográfico Nacional (IGN). Os dados desta entidade apontam para cerca de 10 terremotos com magnitude superior a 2,9, sentidos claramente entre 21h36 e 22h18 na cidade de Granada e sua área metropolitana, onde vivem cerca de meio milhão de pessoas.

De acordo com o jornal espanhol, muitas famílias fugiram de suas casas apesar do recolher noturno obrigatório devido ao coronavírus e procuraram sentir-se mais seguras ao ar livre. Muitos, tal como mostram imagens e vídeos partilhados nas redes sociais, estavam de pijamas e casaco.

“Não houve nenhum dano, mas estamos com medo”, frisou o prefeito de Granada, Luis Salvador, em declarações à rede de rádio Cadena SER. “Desde dezembro, tivemos mais de 170 terremotos. Disseram-nos que é melhor ter muitos terremotos de magnitude 4 do que um de magnitude 8. Disseram-nos que, desta forma, a falha fica mais fraca e evita um maior”, acrescentou,

O número de emergência 112 da Andaluzia recebeu mais de 300 chamadas de várias partes de Granada e até mesmo algumas das províncias de Jaén e Málaga.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também reagiu no Twitter “Vários sismos fizeram tremer Granada esta noite novamente. Compreendo a preocupação de milhares de pessoas. É tempo de manter a calma e seguir as indicações dos serviços de emergência”.

De acordo com a Lusa, no sábado passado, um tremor de terra de 4,4 graus de magnitude já tinha sido sentido nas localidades de Atarfe e de Santa Fé. O sismo de então causou alguns danos, como pequenas fendas ou queda de objetos (livros, pratos) no epicentro.

O Instituto Geográfico espanhol explica que esta atividade sísmica é habitual nesta região, “especialmente dentro da zona central da Cordilheira Bética”, um maciço montanhoso no sul de Espanha, que tem a maior atividade sísmica da Península Ibérica, devido à “convergência entre a placa africana e a placa euro-asiática”.

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