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Sky Lagoon: a lagoa termal de sonho na Islândia onde será recebido por uma portuguesa

Joana Martins mudou-se em 2017 para aquele país e começou a trabalhar recentemente numa das atrações mais concorridas.
É um sonho.

A Islândia é, sem dúvida, um destino de sonho para todos os que acalentam o desejo de assistir ao fenómeno das auroras boreais — e não só. É o país das cascatas, dos glaciares, dos vulcões e tantos outros fenómenos naturais que parecem saídos dos contos de fadas, mas há uma experiência em particular que deve estar incluída em todos os roteiros: uma tarde passada numa lagoa termal.

A criação da SkyLagoon, bem perto da capital Reiquiavique, foi anunciada em 2020 e a contagem decrescente para a inauguração começou de imediato. Porém, a abertura só aconteceu um ano após o anúncio do projeto.

Ao contrário do que é muitas vezes habitual na Islândia, trata-se de uma lagoa artificial com uma piscina infinita com 70 metros de largura, uma sauna com vista para o mar e um bar dentro de água. E há mais: se for ao pôr do sol e tiver sorte, há possibilidade de ver as tão desejadas auroras boreais.

Não é de estranhar, portanto, que tenha sido um sucesso imediato — e a NiT descobriu que há uma portuguesa a trabalhar nesta atração imperdível situada à beira do mar. Chama-se Joana Martins, é natural do Porto e mudou-se para Reiquiavique em 2017, pelo mesmo motivo que tantos outros portugueses decidem sair do País: em busca de melhores condições de vida. 

“Tem sido uma experiência maravilhosa e são um povo muito acolhedor. O nível de vida é alto, mas conseguimos sustentar-nos sozinhos e há muitas oportunidades de trabalho e de subir na carreira. Aqui, todos têm as mesmas hipóteses”, começa por contar à NiT Joana Martins, de 44 anos. 

Primeiro começou por trabalhar na The Gastro Truck, uma food truck que vende hambúrgueres na capital, onde acabou por conhecer uma das suas melhores amigas, Rita Borges, que também é portuguesa. Adorava o que fazia, mas, como está a tentar engravidar, decidiu que queria tentar arranjar algo que não exigisse tanto esforço físico. Foi assim que surgiu a Sky Lagoon.

“Candidatei-me a vários empregos em setembro deste ano e vi que andavam à procura de funcionários para a lagoa. Em cerca de um mês, fui contratada”, explica. A 6 de outubro, começou uma nova etapa na sua vida e é responsável por receber os clientes nos vestiários, antes de seguirem para uma das melhores experiências que a Islândia oferece.

A portuguesa explicou ainda que a lagoa termal funciona com duas opções de admissão. Uma das ofertas chama-se Sky Pass, um pacote mais caro (85€), “que providencia serviços como o acesso aos luxuosos balneários privados, com várias loções para o corpo e bebidas” e inclui a experiência de sete etapas, chamada The Ritual Sky. 

Trata-se de um programa de relaxamento que combina água quente e fria, vapor quente, calor seco e ar fresco, que demora cerca de meia hora até ser completado. O primeiro passo é a entrada na lagoa, que se abre para uma piscina infinita com vista para o mar e para as montanhas icónicas, como Keilir, conhecida por ter o formato de um triângulo. Aqui, a água pode atingir 40 graus, mas com o frio do exterior, torna-se bastante agradável.

A segunda etapa é o mergulho frio numa outra piscina, mais pequena e com água a cinco graus, um ritual terapêutico que ajuda a combater as dores musculares e a melhorar a circulação sanguínea. O mergulho não deverá demorar mais do que 30 segundos.

Depois, segue-se a sauna, para voltar a aquecer o corpo durante cerca de 10 minutos, e a esfoliação corporal. O esfoliante, criado pela própria Sky Lagoon, deverá ser mantido no corpo durante a sexta etapa: o banho de vapor, que vai ajudar a pele a absorver os benefícios hidratantes da substância.

Por fim, a experiência termina com o segundo banho, desta vez para retirar todo o esfoliante do corpo antes de regressar à lagoa. Os visitantes também podem optar pelo Pure Pass (65€), um pacote mais em conta que também dá acesso ao ritual, mas sem os vestuários privados e outras exclusividades como o anterior.

“É um trabalho muito calmo, mas adoro falar com as pessoas e ter este contacto. Vêm muitos espanhóis, americanos, ingleses e, ocasionalmente, lá aparecem uns portugueses”, conta. 

Situada no porto de Kársnes, em Kópavogur, a nova atração da Islândia foi completamente inspirada na cultura de spa de longa data do País, mas com uma aposta clara nos detalhes de luxo. O design é todo baseado na cultura islandesa, garantindo conforto com uso de madeiras e materiais sustentáveis.

“Uma das grandes diferenças é que a água é pura, por isso não faz mal ao cabelo, como acontece nas outras termas. Aqui não é preciso ter esses cuidados”, sublinha. Além disso, o complexo dispõe ainda de um restaurante e um snack bar com petiscos, com “uma vista maravilhosa.”

Apesar de trabalhar na Sky Lagoon há cerca de dois meses, Joana ainda não teve a oportunidade de fazer o famoso ritual dos sete passos — mas está para breve. Já fez a reserva do Sky Pass, que pode ser comprado online, e vai utilizá-lo ainda antes do ano terminar. 

Como lá chegar

Para viajar para este país, encontra voos a partir de 155€, ida e volta, com partida de Lisboa. Assim que chegar, o melhor será mesmo alugar um carro ou pedir um táxi. A viagem demora cerca de 40 minutos.

A seguir, carregue na galeria para conhecer a incrível Sky Lagoon.

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