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Surreal. Esta casa minúscula é do tamanho de um lugar de garagem (e custa 650€ por mês)

O youtuber Caleb Simpson fez um vídeo com o apartamento mais pequeno de Manhattan. Só tem sete metros quadrados.
A cozinha.

Já todos sabemos que as rendas das casas estão a preços exorbitantes, seja em Lisboa ou noutra qualquer grande cidade do mundo, como Nova Iorque. Pior do que gastar o salário todo na renda, é pagar caro por uma casa do tamanho de um lugar num parque de estacionamento. É o caso de Alaina Randazzo que aluga um nano apartamento em Manhattan, que se tornou viral na Internet precisamente por ser tão pequeno.

O youtuber Caleb Simpson levou a sua câmara para filmar a casa alugada por Alaina, uma nova-iorquina que trocou um apartamento de luxo por um minúsculo para conseguir poupar algum dinheiro. “Hoje visitámos o apartamento mais pequeno de Nova Iorque. Tem sete metros quadrados, o tamanho de um lugar de estacionamento”, diz a personalidade do YouTube. Desde que foi publicado, no dia 13 de setembro, o vídeo de aproximadamente seis minutos já acumula mais de 1,5 milhões de visualizações.

Por 650€ por mês, o apartamento é considerado barato tendo em conta a localização, mas não se pode dizer que seja verdadeiramente uma casa: não tem casa de banho nem forno. Alaina Randazzo, que trabalha na área da moda, contenta-se com uma minúscula pia com uma torneira dentro do seu espaço e divide o chuveiro e a sanita com outros inquilinos do prédio. A casa de banho fica no corredor e é usada por todos.

O espaço é tão pequeno que “parece um closet”. A primeira coisa que Randazzo vê quando abre a porta do apartamento é a cozinha. Contudo, chamar-lhe cozinha talvez seja um exagero: trata-se de uma micro bancada com um fogão com duas bocas e uma pia. Por baixo, está um mini frigorífico e um pequeno armário. É nele que guarda a comida, mas também a maquilhagem.

Já por cima do fogão, existe um microondas e mais dois armários pequenos. Alaina chegou a guardar lá comida, mas deixou de o fazer quando percebeu que partilha o exíguo espaços com ratos. Apesar das limitações, a inquilina contou a Simpson que consegue cozinhar, mas todos os ingredientes que compra têm de ser frescos porque não tem onde guardá-los.

A cozinha fica na sala de estar, que consiste num pequeno sofá-cama, que fica em frente a uma televisão na parede. Sempre que recebe visitas, a mulher nova-iorquina conta que compra um colchão mais confortável e que depois acaba por devolvê-lo por ocupar demasiado espaço no apartamento.

“Quase que se pode estender a mão e lavar as mãos na sala de estar, se quisermos”, comentou Simpson enquanto se sentava no sofá. À semelhança do que acontece com os alimentos, a inquilina mal tem espaço para guardar as suas roupas e acessórios. Os sapatos têm de ficar no corredor, fora do apartamento. A cama é alta e está apenas a alguns centímetros do teto, pelo que uma das suas maiores preocupações é bater com a cabeça quando se levanta. 

Apesar de ser obrigada a usar uma casa de banho comunitária, diz nunca se ter sentido insegura. “Talvez porque conheço todos os meus vizinhos. Sinto que posso simplesmente sair enrolada uma toalha ou de roupão e isso não importa, porque somos todos muito próximos”, explicou. Randazzo guarda todos os produtos de higiene pessoal na casa de banho que partilha com os vizinhos, “sem qualquer problema”. 

Como trabalha em casa três vezes por semana, utiliza o terraço do prédio quando o tempo está bom: “às vezes fico um pouco claustrofóbica, então é bom ir lá cima para relaxar, ler, escrever e praticar ioga”, conta.

Encontrou o anúncio do aluguer do apartamento na plataforma StreetEasy e o contrato de arrendamento é curto: apenas seis meses. A ideia é economizar durante esse período para depois regressar a Los Angeles, onde vivia antes de se mudar para Nova Iorque. “Acabei por encontrar um sítio que achei que seria bom e conveniente. Posso viajar e não ter que me preocupar com a renda”, explicou. 

Embora tenha abdicado de um amplo apartamento de luxo, confessa que prefere morar no minúsculo espaço. “As pessoas precisam de muito menos do que pensam”, disse. Ainda assim, não está a pensar renovar o contrato, tendo em conta de que se tratou apenas de “uma experiência divertida para ver como é viver em Nova Iorque”.

Como a NiT já tinha noticiado, os preços para alugar uma casa em Manhattan são cada vez mais absurdos. O valor médio mensal para alugar um apartamento no bairro mais famoso e visitado de Nova Iorque atingiu os 5 mil euros. Este preço médio, o mais elevado alguma vez registado na cidade, representa um aumento de 29 por cento em relação ao ano passado. 

Segundo Jonathan Miller, da empresa de consultoria Miller Samuel, esta subida deve-se ao aumento das taxas de hipoteca, que “levou as pessoas para o mercado do arrendamento”. Parte do problema deve-se à escassa oferta de casas disponíveis para alugar num dos bairros mais densamente habitados dos Estados Unidos, mas que tem apenas cerca de 60 quilómetros quadrados.

Carregue na galeria para ver algumas das imagens do vídeo sobre o apartamento mais pequeno de Manhattan. 

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