Depois de cinco companhias aéreas terem cancelado os voos para a Venezuela por questões de segurança, o governo de Nicolás Maduro respondeu de forma brutal. A partir de agora, todas as empresas, incluindo a portuguesa TAP, estão proibidas de aterrar no país, segundo o jornal espanhol “El País.”
O governo acusa as companhias aéreas — que incluem ainda a Iberia (Espanha), Avianca (Colômbia), Latam (Chile), Turkish Airlines (Turquia) e Gol (Brasil) — de se “unirem aos atos de terrorismo” promovidos pelos Estados Unidos.
A decisão surgiu depois de as empresas terem cancelado vários voos para o país na sequência de um alerta emitido pela Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) sobre a insegurança na região na passada sexta-feira, 21 de novembro.
“Recomenda-se aos operadores que extremem a prudência ao operar na região de informação de voo de Maiquetía [o espaço aéreo controlado pela Venezuela, que inclui ainda parte das Caraíbas sul e oriental] a todas as altitudes, devido ao deterioramento da situação de segurança e ao aumento da atividade militar na Venezuela e nos arredores”, anunciaram os responsáveis da FAA.
As autoridades norte-americanas acrescentaram, na altura, que as ameaças poderiam “representar um risco potencial para as aeronaves a todas as altitudes, incluindo durante o sobrevoo, as fases de chegada e saída do voo”.
Em resposta, Diosdado Cabello, ministro do Interior venezuelano, ameaçou revogar as licenças das companhias que cancelassem os voos devido ao alerta norte-americano. “O governo nacional, numa decisão soberana, disse às companhias aéreas: se não retomarem os voos em 48 horas, não os retomem de maneira nenhuma. Podem ficar com os vossos aviões, e nós vamos manter a nossa dignidade, e pronto, sem problemas”.
A ameaça foi cumprida esta quinta-feira, 27 de novembro. A Copa Airlines, a Wingo, a Boliviana de Aviación e a Satena, bem como as companhias aéreas locais Avior e Conviasa (a empresa estatal), mantêm as operações no país.
A Venezuela atravessa um momento de tensão desde que o atual presidente, Nicolás Maduro, assumiu o poder, em janeiro. Em agosto, a situação política naquele país piorou quando os Estados Unidos reforçaram a presença militar nas Caraíbas, em resposta ao aumento do número de ações militares na Venezuela. A atitude norte-americana foi considerada uma ameaça à soberania de Maduro.

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