Viagens

Testes rápidos antes dos voos podem ser a solução para a retoma das viagens de avião

Um teste realizado até 72 horas antes do voo pode ser uma solução mais eficaz do que a quarentena obrigatória.
Mais simples.

Um novo estudo sobre a Covid-19 examinou os dados de clientes da Delta (companhia aérea norte-americana) testados para identificar a presença do vírus, concluiu que o risco de exposição ao novo coronavírus durante a viagem é inferior a 0,1 por cento se todos os passageiros apresentarem resultados negativos 72 horas antes de embarcar.

O estudo, publicado na Mayo Clinic Proceedings, mostrou que um único teste rápido, realizado nas 72 horas anteriores ao voo de partida, pode diminuir a taxa de pessoas infetadas a bordo de um avião para um nível bastante mais baixo que as taxas de infeção ativas na comunidade. 

Segundo o Dr. Henry Ting, chefe do departamento de saúde da companhia aérea, “vamos conviver com as variantes do COVID-19 por algum tempo. Estes dados do mundo real – não modelos de simulação – são os que os governos de todo o mundo podem usar como modelo para exigir vacinações e testes ao invés de quarentenas para reabrir as fronteiras às viagens internacionais”. 

As conclusões da investigação revelam assim que, apesar das variação das taxas de vacinação e de infeções ativas nos países de origem e destino, um único teste nas 72 horas antes da partida pode reduzir o risco de exposição e transmissão do vírus. 

“Quando juntamos a taxa de infeção extremamente baixa a bordo de um voo testado à Covid-19 com as camadas de proteção a bordo, incluindo as máscaras obrigatórias e a filtragem do ar de nível hospitalar, o risco de transmissão é inferior a um em um milhão entre os Estados Unidos e o Reino Unido, por exemplo”, acrescentou o Dr. Ting.

Por estas razões, os especialistas defendem que seria mais eficaz, em termos de combate à pandemia, o requerimento de um teste rápido de antigénio obrigatório antes do voo, do que a quarentena obrigatória de 14 dias após a viagem.

Este novo estudo foi iniciado em dezembro de 2020, examinando os passageiros da Delta, com voos entre Nova Iorque, Atlanta e o Aeroporto Internacional Fiumicino em Itália.

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