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Tudo o que eu quero para o Natal é a minha professora: os miúdos contra fecho de escolas

Uma manifestação de pais e crianças, muitas pequenas, aconteceu em Nova Iorque este fim de semana. As aulas deverão continuar.
Foto de ️Steve Sanchez, partilhada no Instagram.

O anúncio veio na sexta-feira, 13 de novembro. Perante o aumento recente de novos casos de coronavírus, o autarca de Nova Iorque, Bill de Blasio, anunciou subitamente a possibilidade — expressa como necessidade, guiada por indicadores e números, para conter a pandemia — de fechar novamente todas as escolas da cidade por uns tempos, a partir desta segunda-feira.

As reações não se fizeram esperar: alunos, pais e professores juntaram-se, no sábado e no domingo, em várias manifestações na cidade onde apelavam contra este fecho anunciado, invocando vários motivos — muitos dos quais nada relacionados com o simples negacionismo.

Em cartazes, em muitos casos segurados por crianças bem pequenas, podiam ler-se os argumentos: como o de que os bares iriam continuar abertos, mas não as escolas; ou de que estas não têm sido consideradas fontes de propagação significativa do vírus; e ainda que a educação das crianças não aguentaria uma nova paragem.

Num cartaz mais emotivo, fotografado pela agência AP, uma rapariga segurava a frase: “Tudo o que eu quero para o Natal são as minhas duas professoras da primeira classe”, num trocadilho com o famoso tema de Mariah Carey, “All I Want for Christmas is You”.

Imagem da AP.

Segundo vários meios locais, a cidade de Nova Iorque tem o maior sistema de escolas públicas dos Estados Unidos da América, e tornou-se num dos poucos a reabrir as salas de aula neste outono, depois do confinamento total da primavera. Mais de um milhão de crianças estudam ali.

No entanto, o sistema escolar estará a precisar de mais de 77 mil dispositivos ou tablets para que todos os alunos consigam ter acesso remoto, justo e equitativo, no caso do fecho de escolas. Há dezenas de milhares de pessoas nos subúrbios da cidade que nem dispõem de Internet em casa. O movimento dos que não querem o fecho de escolas a não ser em último recurso até já tem um nome e uma hashtag: #keepnycschoolsopen, ou “mantenham as escolas de Nova Iorque abertas”.

Este domingo, dois dias depois de alertar os pais para se prepararem para o encerramento previsto para esta semana, Bill de Blasio, anunciou no Twitter que as salas de aula poderiam, afinal, continuar abertas. Isto porque os dados do fim de semana, considerados decisivo para a escolha, tinham registado novos dados acumulados de infeção de Covid-19 ligeiramente abaixo do limite para o fecho.

Na sua publicação, de Blasio explicou que a taxa de positividade média de sete dias dos testes Covid-19 era agora de 2,57 por cento, abaixo do limite de 3 por cento que tinha estipulado como indicativo para mandar os alunos para casa. No entanto, lembra que os cidadãos têm de continuar a “dar luta com tudo o que têm”.

Os Estados Unidos da América são o país mais afetado pela pandemia do novo coronavírus. No domingo, alcançaram o número recorde de mais de 11 milhões de casos de Covid-19 desde que tudo começou e um total acumulado de 246.108 mortos, segundo uma contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

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