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Cumbre Vieja mantém atividade intensa um mês depois da erupção

Depois de décadas adormecido, o vulcão das Canárias entrou em atividade a 19 de setembro deste ano.
Imagens do início, esta de @saulsantosfotografia, partilhada no Instagram.

O vulcão Cumbre Vieja, na ilha de La Palma, arquipélago espanhol das Canárias, entrou em erupção a 19 de setembro de 2021. Estivera adormecido durante décadas mas o seu súbito acordar, precedido por milhares de sismos nos dias anteriores, transformou-se num verdadeiro pesadelo para os habitantes e as autoridades locais.

Um mês depois do início das explosões de lava, a atividade vulcânica intensa mantém-se, apesar de nas últimas horas ter entrado numa fase de “estabilidade e lentidão”.

Segundo a Lusa, citada pela “TVI24“, segunda-feira, dia 18, não houve incidentes. No entanto, as autoridades alertam para a previsão da chegada ao mar de uma frente ativa de lava e para a provável emissão de mais gases nocivos para a saúde — perigos iminentes que deveriam levar ao confinamento da população das áreas mais próximas.

O rio de lava perdeu velocidade e escorre agora a dois metros por hora, adiando por mais alguns dias o contacto com as águas do Oceano Atlântico.

Nas Ilhas Canárias a vida quotidiana começa lentamente a regressar: as autoridades responsáveis pela Educação permitiram que as aulas nas escolas fossem retomadas na segunda-feira nos municípios mais afetados pelo vulcão (Tazacorte, Los Llanos de Aridane e El Paso), com um número de alunos superior a 90 por cento.

Entretanto, adianta a agência, a ilha de La Palma converteu-se este mês num dos locais mais observados em todo o mundo, permitindo aos cientistas aprofundarem o conhecimento sobre a evolução do planeta.

Para a população da ilha, que enfrenta agora uma catástrofe social e económica, foi um mês sem descanso. No entanto, até agora, não se registou qualquer vítima mortal causada pela atividade vulcânica.

O Cumbre Vieja já destruiu 811,8 hectares de terreno, segundo os números divulgados na segunda-feira pelo sistema de satélites Copernicus da União Europeia. Estima-se em 1956 o números de edifícios destruídos e o número de quilómetros de estradas afetadas é de 64,3, dos quais 60,5 estão totalmente destruídas.

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