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Um teste rápido destruiu as férias na Grécia desta família portuguesa

A família foi imediatamente separada no aeroporto depois de um teste antigénio positivo — que um teste PCR desmentiu.
Umas férias estragadas

Deveriam ser umas férias de sonho de verão, mas acabaram por se tornar num pesadelo. Os problemas começaram logo no aeroporto, quando Jaime Reis, de 38 anos, foi “escolhido aleatoriamente” para fazer um teste rápido à Covid-19. De fora ficaram a mulher, Brenda Domingues, e os filhos Tomás e Diogo.

O teste deu positivo e o pai foi imediatamente separado do resto da família, relatou a TVI esta terça-feira, 3 de agosto. “Estava uma fila enorme de gente, cerca de 100 a 200 pessoas para fazerem testes aleatórios. E o meu marido fez um que supostamente deu positivo”, refere Brenda. Ambos estão vacinados.

Supostamente, porque haveriam de recorrer a um laboratório independente, cujo teste PCR a Jaime viria a dar resultado negativo. Por essa altura, já a família se encontrava separada, mas alojada num hotel designado para receber viajantes em isolamento, isto desde o dia 31 de julho.

Após o teste antigénio, Jaime seria novamente sujeito a um teste, desta vez o mais fiável PCR. Só que esse resultado nunca chegou. Já com outro resultado negativo na mão, os portugueses enviaram-no para as autoridades gregas, que só esta quarta-feira voltaram a permitir que a família se reunisse.

Deslocados para outra casa, relata a TVI que as autoridades gregas exigem novo teste PCR, ainda que não se saiba o resultado do primeiro teste feito ainda no aeroporto. Cinco dias depois da chegada para umas férias de dez dias, poucos ou nenhuns dias de lazer vão ser gozados pela família.

À TVI, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, sublinhou aos portugueses que existem “destinos fabulosos” em Portugal ou Espanha, e pede que “a rede consular no estrangeiro” seja um dos fatores de decisão na escolha do destino de férias.

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