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O famoso Lago Como quer começar a cobrar taxa de entrada aos turistas

Depois de Veneza, é a vez de outra região popular em Itália assumir que vai lutar contra o turismo desenfreado.
É encantador.

O outrora recatado Lago Como, em Itália, começa a sofrer com o turismo em massa. Nas suas margens recebe, por ano, cerca de 1,4 milhões de visitantes — número avassalador em comparação com a população de 80 mil residentes.

A pressão que o turismo exerce sobre o município é de tal ordem que Alessandro Rapinese, autarca da cidade, está a pensar em aplicar uma taxa a todos os que queiram desembarcar nas pequenas localidades perto do lago. A medida inspira-se na que foi aplicada em Veneza.

“Já estamos a discutir a ideia [de uma taxa turística]. As revoluções começam com medidas concretas e estamos prontos para esta longa jornada”, disse Rapinese ao jornal britânico “The Times”.

O autarca não adiantou mais detalhes sobre o valor da taxa ou quando entrará em vigor. Se optarem pelo mesmo modelo da cidade italiana vizinha, irá destinar-se apenas a quem faça visitas durante o dia, ou seja, sem pernoitar e em determinados dias de pico na primavera e no verão.

Em Veneza, a entrada turística tem um custo de cinco euros e aplica-se apenas a visitantes com mais de 14 anos, das 8h30 às 16 horas, em determinados períodos do ano. Quem pernoitar na cidade está isento desta contribuição, uma vez que já paga a taxa turística no alojamento.

Esta região italiana tem lutado contra o turismo desenfreado há vários anos, que explodiu desde que várias celebridades, como George Clooney, compraram casas ao longo da costa. A chegada do ator ao lago, em 2002, trouxe para a pequena cidade italiana um mediatismo internacional que os restantes moradores desconheciam. Outro motivo alia-se ao facto das paisagens do lago terem servido de pano de fundo para filmes como “0007 – Casino Royale” e “House of Gucci”.

 

 

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