Viagens

Veneza passa a cobrar aos turistas uma taxa de entrada de 5€ — já este ano

A medida já tinha sido avançada como uma possibilidade para combater o excesso de turismo, mas deverá estar mesmo para breve.
A cidade das gôndolas.

A ideia começou a ser avançada no verão do ano passado. O mundo ainda estava em pandemia, porém acreditava-se que a viragem pudesse estar para breve — preparava-se o regresso às viagens e ao turismo sem deixar de lado algumas das lições aprendidas.

 Veneza foi, no início do primeiro confinamento, uma das cidades mais noticiadas porque a paragem súbita no turismo tinha tido um efeito imediato na qualidade da água dos seus canais. A verdade é que há anos que se falava numa clara situação de excesso de turismo, de números de visitas descomunais (cerca de cem mil por dia) — um descontrolo para uma cidade relativamente pequena.

Durante toda a pandemia foi anunciado que Veneza estaria a aproveitar a paragem para repensar todo o seu sistema de turismo, que se estava a tornar demasiado massificado e quase destrutivo. A decisão de por termo a esta situação poderá acontecer a mais a curto prazo do que se pensava inicialmente.

Segundo a “Euronews“, as autoridades italianas anunciaram que introduzirão mesmo, já este ano e em breve, limitações ao número de pessoas permitidas em Veneza, na tentativa de reduzir o turismo de massa na cidade das gôndolas e dos canais.

No verão passado, a zona baniu navios de cruzeiro do seu centro histórico para manter o estatuto de património mundial da Unesco. O governo italiano também declarou a lagoa de Veneza monumento nacional para ajudar a proteger o frágil ecossistema.

A Euronews diz agora que a entrada em vigor da taxa e das portas de entrada pode estar para breve: por semanas, sem uma data concreta ainda anunciada. Certo é, garante, que em 2022, os viajantes só poderão visitar a cidade depois de reservarem online e antecipadamente os seus bilhetes, pagando 5€. Os ingressoss serão válidos apenas por um dia, com o objetivo claro de limitar o número de entradas.

“O objetivo é desincentivar as visitas de apenas umas horas, com atropelamentos, de turistas que chegam e saem no mesmo dia, cansando e stressando a cidade; e incentivar o turismo mais lento”, explicou Simone Venturini, vice-prefeita da cidade.

Ou seja, desincentivar quem entra vindo de tours ou cruzeiros, e privilegiar quem fica mais do que um dia e por lá dorme, na capacidade limitada dos seus hotéis — já que só a primeira entrada se paga.

A agência adianta mesmo que haverá portas — segundo se falava no verão mas isso ainda não foi confirmado, possivelmente com torniquetes — e que essas “futuras portas de Veneza” fecharão os principais acessos aos centros históricos em breve. Para moradores e trabalhadores haverá, claro, excepção.

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