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A viagem de sonho para conhecer um destino autêntico e intocado na Ásia

Foi um dos países mais importantes na Rota da Seda, o conjunto de caminhos que permitiram as trocas comerciais entre o ocidente e o oriente.
Ainda é intocado.

Com uma arquitetura única e imponentes palácios, mausoléus e mesquitas — verdadeiras obras-primas antigas que sobreviveram à passagem do tempo —, o Uzbequistão é um dos destinos mais bonitos para se visitar na Ásia Central. Não está na moda como a Tailândia, Indonésia, Japão ou outros países do continente asiático — e é precisamente isso que o torna ainda mais especial. Ali, ainda se encontram mais locais do que turistas, algo raro nos dias que correm. 

Bem no coração da Ásia Central, mas longe das rotas turísticas internacionais, o Uzbequistão é um destino autêntico, praticamente intocado. Com uma herança cultural bastante antiga, com mais de dois mil anos, o território foi marcado pela ocupação de vários povos, desde os persas aos árabes, turcos e mongóis. Todos eles deixaram a sua marca, que ainda hoje é visível nas principais cidades, como Tashkent, Samarcanda, Bucara e Khiva.

Os mosaicos coloridos, símbolos religiosos e padrões abstratos continuam a ser as principais marcas deste destino. Viajar ao Uzbequistão é, portanto, mergulhar na arquitetura islâmica e reviver também a Rota da Seda, o conjunto de caminhos que permitiram as trocas comerciais entre o ocidente e o oriente durante vários séculos.

A intensa atividade comercial trouxe a esta região uma prosperidade que desvaneceu com as ligações marítimas estabelecidas pelos portugueses. Ainda assim, continua bem visível o legado que deixou no património — e é tudo isso (e muito mais) que vai poder descobrir numa das aventuras organizadas pela agência de viagens Landescape.

Pelo segundo ano, o jornalista e guia de viagens Miguel Judas vai levar um grupo de 12 viajantes a embarcar numa jornada para conhecer o país da Ásia Central. Durante cerca de uma semana, vão descobrir a zona mais exótica no roteiro da Rota da Seda, assim como alguns lugares mágicos, como a cidade sagrada de Bucara, considerada o Pilar do Islão.

“É uma viagem pelas cidades do Património Mundial, onde podemos perceber tanto a influência islâmica como a influência soviética, um contraste bem interessante. É mesmo como se fosse uma viagem ao tempo, sentimos que estamos num filme de época meio exótico”, adiantou o jornalista à NiT.

Tudo começa na capital, Tashkent, que é também a cidade mais extensa da Ásia Central, com aproximadamente três milhões de habitantes. Palco de muitos conflitos, foi um dos pontos-chave da Rota da Seda devido à sua posição geográfica quase central entre a China e a Europa. 

As maiores influências culturais derivam sobretudo dos impérios turco, persa e russo, que moldaram as características do povo, da gastronomia, dos rituais, da arquitetura e da religião. No centro da cidade, os viajantes poderão conhecer o Mercado Chorsu, conhecido pela sua enorme cúpula de cimento, decorada com mosaicos azuis e verdes. 

Se, por um lado, a iluminação natural muito particular é uma característica do modernismo soviético, a cúpula colorida do lado exterior é uma imagem da influência islâmica no Uzbequistão. O imponente edifício é, na verdade, uma reconstrução, uma vez que o original foi destruído no terramoto de 1966, que deixou um abalo muito grande nas estruturas da cidade. 

Outro ponto que faz parte do roteiro é o complexo religioso Khast Imam, que foi construído perto do túmulo de um dos primeiros imãs da cidade, o famoso cientista Hazrati Imam. Aqui, poderá ver de perto a madrassa Barak-Khan, a mesquita Tilla Sheikh, o mausoléu de Saint Abu Bakr Kaffal Shashi e o Instituto Islâmico de Iman al-Bukhari. 

Da capital, a viagem prossegue até Samarcanda, considerada a pérola da Ásia Central. “É um dos pontos altos da tour, até porque é uma cidade que tem aquele ar mais mítico”, confessa Miguel Judas.

A antiga mesquita Bibi Khanym, uma das maiores do mundo na data da sua construção, o mausoléu do primeiro presidente da República (Islam Karimov, que governou o país entre 1990 e 2016) e o complexo de túmulos reais Shakhi Zinda são alguns dos locais que fazem parte do itinerário. A imponente Praça do Registão, contudo, é um dos maiores destaques devido ao seu conjunto arquitetónico. Em tempos, era o local onde as autoridades anunciavam as leis, onde aconteciam celebrações e execuções públicas e onde o exército se reunia antes de partir para a guerra.

O terceiro dia é dedicado a conhecer a cidade de Shakhrisabz, um local com mais de 2.700 anos que desempenhou um papel importante na história da região. Esteve sob o reinado de várias dinastias durante um milénio, foi centro de uma rebelião anti-árabe e anti-islão no século VIII e agora é Património Mundial da Humanidade pela Unesco.

Depois, segue-se Bucara, uma das cidades mais sagradas para o Islão. Os viajantes vão poder conhecer o forte inclinado da Cidadedela Ark, o complexo Lyabi Khauz, o minarete Kalyan e várias mesquitas, como a dos 40 pilares.

No sexto dia da tour, o grupo vai conhecer e aprender as inúmeras lendas sobre uma das cidades favoritas de Miguel Judas na Ásia Central: Khiva. Dentro da fortaleza protegida por gigantes muralhas, encontram-se todas as obras-primas arquitetónicas da localidade. Ainda haverá tempo para conhecer o forte Kunya Ark, o Palácio Tosh-Hovli, conhecido como a Casa de Pedra, mesquitas, madrassas e minaretes.

Por fim, chega o momento do grupo conhecer Nukus, a única República Autónoma do país, conhecida sobretudo pelo Savitsky Art Museum, que guarda uma impressionante coleção de arte moderna soviética. É também a porta de entrada para o deserto, onde há algumas décadas existia o, agora seco, Mar de Aral.

Se gostava de participar na incrível viagem pelo Uzbequistão, ainda há vagas disponíveis para março (de 23 a 31) e agosto (de 24 de agosto a 1 de setembro). O programa completo está disponível online e a tour custa 1.210€ por pessoa, com alojamento incluído, transportes, todos os pequenos-almoços, as entradas nos monumentos descritos no programa, guias e voos internos entre Nukus e Tashkent. Os voos internacionais não estão incluídos no valor.

Carregue na galeria para ver algumas fotografias das viagens de Miguel Judas. 

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