Viagens

Viagens entre Portugal e Reino Unido devem ser retomadas antes do verão

Ministro português considerou inútil a inclusão na lista de países que implicam quarentena num hotel à chegada ao Reino Unido.
Esperança numa retoma.

As restrições às viagens entre Portugal e o Reino Unido deverão ser levantadas antes do verão. A notícia foi avançada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros português ao jornal britânico Daily Telegraph.

Citado pela Lusa, Augusto Santos Silva explicou ao jornal britânico que o atual confinamento em Portugal, que determinou o encerramento de escolas, lojas, restaurantes e bares, está a começar a reduzir as taxas de infeção. “Esperamos que dentro de semanas possamos ultrapassar esta situação e possamos voltar à ligação normal entre o Reino Unido e Portugal”, disse, acrescentando que antecipa poder restabelecer a ligação “antes do verão.”

O ministro considerou também “inútil” a inclusão de Portugal na lista de países de risco cujos viajantes para o Reino Unido têm de cumprir uma quarentena de 10 dias num hotel designado pelas autoridades a um custo de 1.750 libras (cerca de 2.000 euros) por pessoa. “Não é necessário colocar Portugal na lista vermelha deste mês porque o governo [português] prolongou a proibição de viajar para o estrangeiro”, justificou, alegando não existirem sinais da prevalência de variantes identificadas no Brasil ou África do Sul.

Portugal determinou a interrupção de voos diretos com o Reino Unido a 23 de janeiro, mas estes já tinham sido suspensos pelo Reino Unido oito dias antes, a 15 de janeiro. Portugal e Cabo Verde foram incluídos numa lista de outros países, nomeadamente da América do Sul, para travar a importação de casos de uma nova variante do coronavírus identificada no Brasil.

As viagens entre Portugal e Reino Unido já tinham sido perturbadas antes, quando, pouco antes do Natal, a 20 de dezembro, o governo Português decretou que apenas os cidadãos nacionais ou estrangeiros residentes podiam entrar no país devido ao risco de uma variante do vírus SARS-CoV-2 identificada em Inglaterra e altamente infecciosa.

Continua no entanto a ser possível circular entre os dois países fazendo escala em capitais europeias, como Madrid, Paris ou Dublin, se os passageiros apresentarem uma justificação de viagem, como o regresso à residência ou local de trabalho, bem como testes com resultado negativo feitos até 72 horas antes. 

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