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Nova Zelândia regressa à normalidade com que sonhamos: churrascos sem máscaras e distância

A própria primeira-ministra partilhou um vídeo onde mostra o regresso às festas de um país sem Covid-19.
Imagem partilhada por Jacinda Arden.

Depois de um susto no final de janeiro — um caso de Covid-19 não detetado no hotel de quarentena onde todos os cidadãos da Nova Zelândia têm de ficar depois de regressar ao seu país — tudo parece ter voltado ao normal no arquipélago da Oceânia onde, cada vez mais, e ainda sem vacinas, a pandemia parece ser um sonho mau que já passou.

Com “voltar ao normal”, leia-se literalmente ao normal: aquele com que todos sonhamos, feito de festas, concertos, churrascos, encontros com amigos, sem distâncias sem máscaras.

De acordo com a “TVI“, o vídeo que o demonstra foi filmado e partilhado pela própria primeira-ministra da Nova Zelândia no seu Facebook, no passado sábado, 6 de fevereiro. Por ocasião de uma das datas mais importantes para o país, o Waitingi Day (considerado o dia nacional da Nova Zelândia), Jacinda Arden mostrou centenas de pessoas juntas e sem máscara, incluindo a própria, num churrasco ao ar livre.

Com a pandemia praticamente controlada, o pais já não obriga, sequer, ao uso de máscara ou ao distanciamento social, exceção feita à cidade de Auckland e aos transportes públicos, para prevenir.

A Nova Zelândia anunciou recentemente que tenciona manter as suas fronteiras fechadas durante a maior parte do ano de 2021, enquanto a pandemia do coronavírus não estiver mais controlada, preservando assim a sua bolha, que parece ter conseguido.

O país foi um dos mais bem sucedidos do mundo no combate à Covid-19: com uma população de cerca de cinco milhões, teve pouco mais de 2.200 casos de coronavírus, dos quais apenas 25 pessoas morreram, devido a uma ação sempre firme e imediata. A NiT já lhe contou tudo sobre esta história e fórmula de sucesso, que se traduziu no facto de, por ali, haver já concertos, esplanadas e vida sem máscaras, enquanto o resto do mundo continua em perigo.

Tudo começou a 2 de fevereiro de 2020 quando morreu, nas Filipinas, a primeira vítima de Covid-19 fora da China e no dia seguinte a Nova Zelândia já iniciava restrições. O país esteve entre os primeiros a conseguir dominar a pandemia e em maio do ano passado já parecia ter a situação controlada. Ainda voltaria a registar casos mas nunca mais perdeu o rumo e o facto de ter agido cedo e em força ajudou.

A 25 de março de 2020, com apenas 102 casos confirmados, a Nova Zelândia assumiu um confinamento severo, restrições brutais a voos de fora e todas as medidas de distanciamento social que hoje conhecemos. O facto de ser um arquipélago foi uma ajuda na hora de travar o contágio: o país colocou-se em alerta máximo cedo, nunca desvalorizando o problema.

Ainda de acordo com a “TVI”, já esta sexta-feira, 12 de fevereiro, Jacinda Ardern anunciou que a Nova Zelândia vai receber as primeiras vacinas contra a Covid-19 na próxima semana e que o processo de inoculação da população começa a 20 de fevereiro.

When I first became Prime Minister, I remember Kelvin Davis coming to see me about plans for Waitangi Day. We went…

Posted by Jacinda Ardern on Saturday, February 6, 2021

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