Europa

Dizem que é o melhor hotel da Península Ibérica — e tem mão portuguesa

O Finca Cortesín foi decorado por um português e roubou pedras de um convento nacional. É um tesouro logo aqui ao lado.
É um luxo.

Os World’s Best Awards elegeram-no como o resort número um de Espanha e Portugal, entre os dez melhores da Europa e na lista restrita dos 50 melhores do mundo. Vale o que vale, mas pela descrição, o Finca Cortesín parece ser uma boa aposta para as próximas férias. Não é por acaso que é um dos refúgios de algumas das famílias mais ricas do planeta.

Melhor: a sua criação dependeu diretamente de Portugal, neste caso de Duarte Pinto Coelho, o célebre designer de interiores português que se fez famoso em Espanha e que privou de perto com nomes como Coco Chanel, Salvador Dalí ou Maria Callas. Foi ele quem decorou os espaços comuns, pouco ates da morte em 2010, aos 87 anos. Terá sido a sua última obra.

A quinta tradicional na Andaluzia dependeu ainda, para criar alguns dos pisos do hotel, de pedras trazidas diretamente de um convento português do século XVIII. Já na Costa del Sol, a poucos quilómetros de Estepona, o hotel de luxo conta com 67 suites, a minutos de distância da praia, apesar de estar deslocado para o interior.

Cada uma das suites tem uma vista diferente: pode estar virada para o mar, para os jardins, para as colinas ou para o enorme e luxuoso campo de golfe. Existem quatro tipologias, todas com terraços privados e uma decoração clássica, sem ser pesadona, assente em mármores e antiguidades. E sim, todas as peças podem ser compradas. Além destas tipologias, existe a Suite Cortesín, que eleva todos estes luxos a um novo patamar, espalhados pelos notáveis 180 metros quadrados.

No exterior não faltam os jardins impecavelmente tratados, desenhados por Gerald Huggan, antigo responsável pelo paisagismo do Palácio de Buckingham. Para lá dos jardins, mais recatadas, estão as outras opções de alojamento: villas privadas de luxo que podem chegar aos 2.200 metros quadrados de área. Podem ser compradas, muitas estão disponíveis para aluguer.

Espalhadas pelo campo de golfe, existem em diversos tamanhos e feitios; e podem incluir os mesmos serviços do hotel, seja limpeza, o pequeno-almoço, acesso ao spa e às piscinas. Mas há mais: inclui duas horas de babysitting por dia e, se assim o quiser, pode pedir que lhe façam e desfaçam as malas, bem como requisitar os serviços de chef e mordomo privado.

É um dos locais favoritos dos aristocratas.

É, apesar do recato de uma quinta, um hotel de praia. Chega-se ao areal em quatro minutos, através do transporte oferecido pelo hotel, diretamente até ao clube de praia privado com seis mil metros quadrados. Nele encontra uma piscina infinita, camas, restaurantes e um bar.

Existe também um spa que inclui sauna e piscina interior, mas também tratamentos com caviar, ouro e diamantes; aulas de ioga, meditação, tudo num ambiente inspirado nos países do norte de África e na Índia.

Porém, é nos enormes relvados que rodeiam o hotel e as villas que está um dos tesouros do Finca Cortesín, o campo de golfe de 18 buracos e mais de sete mil metros de percurso, com desenho de Cabell Robinson.

Porque nem todos têm um swing de fazer inveja, mas especialmente porque todos precisam de comer, é que existem várias opções na quinta. Desde logo, o Don Giovanni, restaurante italiano que aposta nos sabores simples e universais da sua cozinha. Pode jantar no terraço ou na sala recém-decorada por Lorenzo Castillo, opte ou não pelos gnocchi com pesto ou a afamada pizza de trufa negra.

Para quem prefere os sabores espanhóis, foi criado o El Jardín de Lutz que, apesar de ser comandado por um chef alemão, dá total prioridade aos produtos nacionais — com um toque de irreverência e criatividade. Uma noite numa das suites do Finca Cortesín não custa menos de 1674€ por noite. 

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