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Há quatro novos percursos pedestres para descobrir no Algarve

As rotas já foram inauguradas e celebram o aniversário da Via Algarviana.
Já pode percorrê-los.

A Via Algarviana, criada em 2009, é uma Grande Rota Pedestre (GR13) que atravessa a região, da fronteira do Guadiana até ao Atlântico. Os cerca de 300 quilómetros do itinerário percorrem a serra, atravessando nove concelhos do Algarve. Ao longo dos anos têm sido melhorados alguns dos trilhos e criados novos caminhos — quatro deles foram inaugurados esta quarta-feira, 24 de abril.

Os novos quatro trilhos surgem numa altura em que a Via Algarviana celebra os 15 anos. Será realizado um percurso inaugural numa das novas pequenas rotas a 28 de abril, domingo, para assinalar a data. Será a PR15 LLE ‒ Entre o Barrocal e a Serra, que começa e termina em Alte.

“Este percurso é uma imersão nas belas e diversas paisagens na freguesia de Alte, ora acompanhando os calcários do barrocal, ora os xistos e grauvaques da serra”, diz a empresa. Com 17,60 quilómetros, é o mais extenso dos quatro novos percursos, mas é possível dividi-lo em duas partes para que possa ser feito separadamente. A Igreja Matriz de Alte, a Ermida de São Luís, o Polo Museológico Cândido Guerreiro e Condes de Alte e a Ermida de Santa Margarida são alguns dos locais por onde vai passar.

A PR5 ABF ‒ Entre Aldeias é uma pequena rota de sete quilómetros, em pleno Barrocal, que parte de Paderne (concelho de Albufeira) e passa por várzeas férteis, trilhos rodeados de árvores e aldeias com a arquitetura tradicional do Algarve.

Já a PR2 SLV ‒ Nos Passos do Património estende-se ao longo de 16,30 quilómetros e permite descobrir o valioso património megalítico da zona de Vale Fuzeiros (concelho de Silves), numa paisagem marcada pela cor intensa do grés de Silves.

A Ligação 12 é um percurso linear de 7,30 quilómetro, que começa perto da barragem do Funcho (no concelho de Silves) e permite aos caminhantes e ciclistas dividir em duas partes o setor 9 da Via Algarviana, fazendo um pequeno desvio que os leva até Vale Fuzeiros. Pelo caminho, as vistas panorâmicas deixam ver o Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico (CNRLI) e a albufeira da barragem do Arade.

Estes novos percursos têm em comum o facto de estarem incluídos no território do aspirante a Geoparque Algarvensis. “Ao percorrê-los, é possível perceber a forma como a geologia particular da região determinou tanto a paisagem natural (os relevos, formações rochosas, cursos de água, fauna e flora), como o tipo de ocupação e de atividade humana, ao longo de milénio, da agricultura à arte, da arquitetura às tecnologias tradicionais”, explica a Via Algarviana.

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